Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

América quer ação firme contra a crise, diz Obama à oposição

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, intensificou seus esforços para combater uma crise econômica que piora a cada dia, apresentando-se nesta terça-feira ante o Congresso para ressaltar a urgência da situação e convencer seus adversários republicanos a aprovarem um gigantesco plano de recuperação.

AFP |

Obama pediu aos republicanos que "deixem a política de lado".

No entanto, nem ele nem os republicanos deram qualquer sinal de um consenso sobre esse pacote de mais de 800 bilhões de dólares, que tem como principal objetivo salvar ou criar três a quatro milhões de empregos.

Pela primeira desde sua posse, há uma semana, Obama se apresentou ante o Congresso, um recinto onde seu predecessor, George W. Bush, efetuara raras visitas durante seus oito anos de mandato, para tentar convencer os republicanos hostis dos benefícios do plano de recuperação.

"Minha principal mensagem é que as estatísticas destacam todos os dias a urgência da situação econômica. Os americanos querem de nós uma ação firme contra a crise", declarou Obama entre duas sessões de perguntas e respostas, primeiro com os republicanos da Câmara dos Representantes e depois com os integrantes do Senado.

O presidente americano se apresentou aos parlamentares no dia seguinte a uma segunda-feira negra para o emprego, em que várias grandes empresas anunciaram a supressão de dezenas de milhares de postos de trabalho.

Obama, que conta com maioria democrata nas duas câmaras do Congresso, nem precisa dos votos republicanos para alcançar seu objetivo de fazer aprovar o plano até o dia 16 de fevereiro.

A Câmara dos Representantes poderia votar uma versão do pacote já nesta quarta-feira.

Contudo, Obama quer cumprir sua promessa de governar superando as diferenças políticas, e deseja obter o apoio mais amplo possível, com seu projeto beneficiando-se, assim, de uma legitimidade política reforçada.

"Não espero que 100% dos meus colegas republicanos apóiem o plano, mas espero que consigamos deixar a política de lado e fazer o que é melhor para os americanos", declarou.

"A ideia hoje é limitar ao máximo a politicagem", insistiu.

Os republicanos expressaram várias objeções ao plano, que consiste basicamente em isenções fiscais, investimentos em obras públicas, ajudas aos governos locais e medidas sociais.

Opostos por natureza à intervenção do Estado, eles relutam em aprovar um pacote avaliado, por enquanto, em 825 bilhões de dólares. Eles também querem mais isenções fiscais para as empresas, e contestam os efeitos benéficos de alguns aspectos do projeto, como ajudas à contracepção ou bolsas de estudo.

Além disso, os republicanos têm sérias dúvidas sobre a vontade proclamada de Obama de governar superando as diferenças políticas. Eles o acusam de ser refém dos amigos democratas.

"Queremos realmente ajudar. Pensamos que o país precisa de um plano de recuperação. Seu maior problema, porém, é seu próprio partido, o Partido Democrata, que parece estar se distanciando do que ele (Obama) disse querer: que o plano inclua pelo menos 40% de isenções fiscais e exclua totalmente investimentos em projetos servindo a interesses pessoais", declarou o líder da bancada republicana no Senado, Mitch McConnell, à rede NBC.

Muito abalados pelas derrotas eleitorais dos últimos anos, os republicanos têm muito a perder se opondo aos projetos de um presidente com a popularidade de Obama.

Eles se disseram favoráveis à idéia de um plano, e elogiaram a sinceridade dos esforços de Obama para convencê-los.

No entanto, Mike Pence, número três da bancada republicana na Câmara, disse a Obama nesta terça-feira que "a única coisa que o plano vai estimular é a intervenção governamental e a dívida".

bur/yw/sd

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG