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América Latina terá 1,8 milhão de desempregados a mais em 2009

Um milhão e 800 mil pessoas poderão se somar, em 2009, à atual cifra do desemprego urbano na América Latina, que atinge 16 milhões de trabalhadores, devido a uma contração da economia regional como conseqüencia da crise financeira global, anunciou nesta quinta-feira a Cepal, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.

AFP |

A taxa de desemprego se elevaria em 2009 dos atuais 7,5% a entre 7,8 e 8,1%, precisou a secretária executiva do organismo, a mexicana Alicia Bárcena, ao apresentar o 'Balanço preliminar das economias da América Latina e do Caribe', em Santiago, onde fica a sede regional.

O aumento do desemprego ameaça fazer retroceder os avanços dos últimos cinco anos, período no qual o número de desempregados diminuiu muito, com menos 5 milhões de trabalhadores, segundo Bárcena.

A estimativa é que o desemprego não afetará por igual todos os latino-americanos, mas golpeará com mais força os mais pobres.

Jurgen Weller, da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal, explicou por sua vez que entre as famílias mais pobres muitos jovens terão que abandonar os estudos, para contribuir com o aumento do rendimento doméstico.

Nos países mais ricos, no entanto, a maior estabilidade econômica permitirá que os jovens continuem estudando, e as taxas de desemprego poderiam ser mantidas, sem maiores variações.

Outro efeito da crise global para 2009 será a maior informalidade dos empregos, somada a uma menor capacidade de negociação por parte dos sindicatos de trabalhadores.

"O desemprego que vai ser gerardo em 2009 será mais informal do que vimos este ano", afirmou Weller, reiterando o apelo do organismo das Nações Unidas para que os países da região adotem medidas para proteger os setores mais pobres.

nr/pa/sd

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