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América Latina tem sólidos fundamentos econômicos, dizem BCs da região

SANTIAGO (CHILE) - Os presidentes dos bancos centrais das maiores economias latino-americanas se encontraram ontem em Santiago do Chile e divulgaram comunicado conjunto afirmando que seus países estão em melhores condições para enfrentar as turbulências financeiras, graças aos seus sólidos fundamentos econômicos . Participaram da reunião os presidentes dos Bancos Centrais do Brasil, da Argentina, do Chile, da Colômbia, do México e do Peru. A Venezuela também foi convidada, mas não compareceu.

Valor Online |

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, e seu colega argentino, Martín Redrado, descartaram a possibilidade de os bancos centrais virem a tomar medidas conjuntas, como aconteceu com os bancos centrais europeus.

" A ação conjunta que foi feita há algumas semanas pelas economias mais ricas teve uma finalidade específica, que foi a liquidez em dólar " , explicou Meirelles. " A nossa conclusão é que, pelas características próprias de cada economia na nossa região e o grau de interação que temos com as economias maiores, o tipo de abordagem que estamos tendo é o mais eficaz, " acrescentou, ressaltando a importância da troca de informações entre os países.

O presidente do Banco Central da Argentina concorda. " Cada um tem suas particularidades " , disse Redrado.

" Como se sabe, no Brasil houve uma quantidade de empresas que tomaram determinada posição no mercado futuro, no caso do México empresas comerciais adotaram posições de risco, e cada país reagiu com os instrumentos que dispõe, mas o que está claro é que todos temos a disposição de assegurar e preservar a estabilidade econômica e financeira dos nossos países " , afirmou o argentino.

Redrado ressaltou o clima de confiança entre os presidentes dos Bancos Centrais, mas desconsiderou qualquer iniciativa de os bancos centrais coordenarem suas ações. " Coordenação é uma palavra que não qualifica esta reunião, o que há é um espírito de colaboração e compromisso com a estabilidade econômico e financeira " , ressaltou.

A reunião dos presidentes dos bancos centrais era para ser sigilosa. Mas um comunicado do Banco Central brasileiro alertou a imprensa, anunciando a realização de um encontro do Conselho Consultivo das Américas, órgão do Banco Internacional de Compensações (BIS), que reúne presidentes de Bancos Centrais de todo o mundo. Mas o encontro já havia sido substituído por uma conversa informal entre os presidentes dos bancos centrais dos países latino-americanos, que iniciaram essas consultas na semana passada, em Washington.

O presidente do Banco Central considera que os recursos liberados para aumentar a liquidez da economia brasileira estão funcionando adequadamente e que não há dificuldades na concessão de crédito.

" Uma boa parte do compulsório é liberado na medida em que haja a concessão de créditos para bancos médios e pequenos. No caso das linhas de empréstimo com garantia em moeda estrangeira também temos uma veiculação direta com a concessão de crédito em que os bancos são obrigados a usar esses recursos para conceder crédito. Portanto estamos monitorando a evolução dos mercados e tomaremos as medidas necessárias " , disse Meirelles.

(Agência Brasil)

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