A economia da América Latina crescerá 1,9% em 2009, a menor taxa em seis anos, e menos da metade da registrada em 2008, em conseqüência da crise financeira internacional, informou nesta quinta-feira a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

A cifra de expansão para o próximo ano representa um drástico ajuste das projeções que a própria Cepal divulgou anteriormente.

Antes o organismo projetava uma expansão regional para 2009 de 4,9%. Em junho, o prognóstico se ajustou a 4% em conseqüência da alta do preço dos alimentos, enquanto que em outubro a estimativa foi novamente rebaixada para 3%, dessa vez pelos efeitos da crise financeira mundial.

O crescimento de 2009 põe fim a seis anos de expansão sustentável, depois que a América Latina se recuperou a recessão de 2002, quando registrou uma contração de 0,5%.

A cifra do próximo ano representa da mesma forma uma redução para menos da metade do crescimento alncançado pela América Latina em 2008, quando o PIB cresceu em média 4,6%.

Durante este ano o Uruguai lidera o crescimento regional, com uma expansão de 11,5%, seguido do Peru, com 9,4% e Panamá, com 9,2%. Em contraste, México (1,8%) e Haiti (1,5%) registram os menores crescimentos.

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