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América Latina pode economizar US$36 bi com eficiência energética em 10 anos

SÃO PAULO - Os países latino-americanos e caribenhos poderiam economizar cerca de US$36 bilhões na próxima década se adotassem tecnologias amplamente acessíveis e disponíveis para melhorar a sua eficiência energética, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Redação |

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 O relatório estima a produtividade do uso de energia e compara preços de eletricidade residencial, gasolina e diesel combustível em 24 dos países da região.

O documento foi anunciado hoje pelo presidente do BID, Luis Alberto Moreno, na conferência Eficiência energética e competitividade, realizada em São Paulo e co-patrocinada pelos governos da Alemanha e Suíça. Não há dúvida que se adotarmos as políticas adequadas, dentro de uma década seria possível que um terço da energia requeria pelo setor elétrico na  América Latina venha de medidas de eficiência, disse Moreno durante a conferência.

Isso seria equivalente a reduzir em 10% o consumo de eletricidade ao final da próxima década, com um investimento mínimo comparado ao custo da infra-estrutura necessária para a geração, transmissão e distribuição dessa mesma eletricidade, complementou Moreno.

O relatório do BID calcula, para cada país, o custo estimado para obter uma redução de 10% no uso esperado de eletricidade até 2018. Apresenta também, para comparação, um cenário hipotético em que os países não façam nada para melhorar sua eficiência energética e precisem, em vez disso, atender ao crescimento da demanda construindo novas usinas elétricas operadas a gás.

De acordo com o relatório, os países latino-americanos e caribenhos precisariam investir cerca de US$ 17 bilhões em iluminação fluorescente compacta, motores eficientes e outras medidas para alcançar uma redução de 10% no consumo esperado de eletricidade até 2018.

Essa economia seria equivalente a aproximadamente 143.000 gigawatt-hora. No entanto, se a região não melhorar sua eficiência energética, precisará construir um número estimado de 328 usinas elétricas de ciclo aberto operadas a gás (250 MW cada) apenas para produzir os mesmos 143.000 gigawatt-hora de eletricidade, segundo o relatório.

Aos preços de hoje, usando estimativas extremamente conservadoras, a construção dessas usinas custaria por volta de US$53 bilhões.
Citando a experiência de países industrializados que atenderam até metade do crescimento de sua demanda energética por meio de medidas de eficiência nas duas últimas décadas, o relatório conclui que a eficiência pode ser a maior fonte de energia não-explorada da América Latinauma fonte que custa cerca de dois terços menos do que a expansão da produção de energia.

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