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América Latina exige que países ricos cumpram compromisso de ajuda aos pobres

Doha, 30 nov (EFE) - Os países latino-americanos pediram hoje, na Conferência Internacional sobre Financiamento para Desenvolvimento da ONU, realizada em Doha, Catar, que os Estados ricos cumpram os compromissos de ajuda econômica com as nações pobres, apesar da crise financeira global.

EFE |

Todos coincidiram em que a atual crise não deve afetar a cooperação ao desenvolvimento, e que os países mais ricos não podem esquecer-se da promessa feita em Monterrey, México, em 2002, quando estabeleceu-se que 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) deveria ser destinado ao terceiro mundo.

O ministro de Assuntos Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, disse que existem fundos para a ajuda ao desenvolvimento, já que muito mais de 0,7% do PIB dos países ricos está sendo empregado para resgatar suas principais entidades financeiras.

Por sua vez, o ministro de Assuntos Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, destacou que os planos de resgate lançados na Europa e nos Estados Unidos "superam em 45 vezes a ajuda ao desenvolvimento que (seus Governos) emitem".

O chanceler nicaragüense, Samuel Santos López, exigiu o aumento da ajuda oficial ao desenvolvimento, tendo como referência os gastos militares dos países mais ricos, e acrescentou que, para que esta ajuda seja efetiva, deve ser "despolitizada e incondicional", ponto no qual insistiram muitos de seus colegas.

Representando o Equador, o secretário de Planejamento Nacional e Desenvolvimento, Fander Falconi, explicou que, para cada dólar de cooperação ao desenvolvimento, entram no país US$ 1,6 de remessas de imigrantes equatorianos, que substituem a ajuda oficial em toda a América Latina.

Para o ministro das Finanças da Guatemala, Juan Alberto Fuentes, "os níveis de cooperação devem ser mantidos e reforçados" para permitir que as economias em desenvolvimento não sofram particularmente com a crise mundial.

O ministro da Economia da República Dominicana, Juan Temístocles Montás, também destacou que "a ajuda ao desenvolvimento deve seguir sua expansão agora mais que nunca".

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores paraguaio, Alejandro Hamed Franco, pediu que os organismos financeiros internacionais e regionais respondam com recursos para os países mais pobres.

Os representantes latino-americanos coincidiram na necessidade de dar uma resposta multilateral à crise financeira global.

Além disso, pediram a criação de uma nova ordem econômica mundial, mais justa e equitativa, sob o mandato da ONU, na qual os países pobres participem da tomada de decisões.

Os latino-americanos destacaram o fracasso do sistema econômico liberal e criticaram os Estados Unidos e os órgãos financeiros internacionais - Banco Mundial (BM) e Fundo Monetário Internacional (FMI), especialmente Cuba, que acusou o capitalismo unilateral dos EUA pela atual conjuntura. EFE fc/db

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