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América Latina está mais bem posicionada que Ásia, diz Santander

Centro de gravidade do poder no mundo está migrando do Norte para o Sul, diz vice-presidente global do Santander, Francisco Luzón

André Vieira, enviado especial a Santander |

A América Latina está mais bem posicionada para tornar-se uma região líder neste século,
disse o vice-presidente global do Banco Santander, Francisco Luzón, responsável pelas
operações da região. A perspectiva favorece diretamente a instituição espanhola.

"O centro de gravidade do poder no mundo está migrando do Norte para o Sul e a Ásia, e a
América Latina está dez anos à frente da própria Ásia e da China para se beneficiar desta
mudança", afirmou o executivo do banco espanhol, durante o 9º Seminário Santander sobre a
América Latina, realizado, todos os anos, desde o início da década nesta cidade espanhola
onde fica a sede do banco.

Divulgação
Vice-presidente global do Banco Santander, Francisco Luzón: América Latina está dez anos à frente da Ásia e da China
Segundo Lúzon, a América Latina, que concentra 8% da população mundial (600 milhões) e 9%
do PIB, já tem uma renda per capita de US$ 10 mil que é o dobro da média do conjunto das
demais economias emergentes. O executivo, que tem uma visão otimista sobre as perspectiva
do continente latino, disse que a região possui características importantes que a distingue
da Ásia.

Enumerou várias delas: a expectativa de vida mais longa (75 anos na América Latina e 70
anos na Ásia), o maior nível de escolaridade (97% a 92%), o amplo uso de tecnologia (80%
dos latinos têm celular e 29% acesso a internet, enquanto na Ásia essa índice é 53% e 19%),
melhores índices de preservação ambiental (45% das florestas intactas contra menos de 30%)
e queda nos índices de pobreza ao passo que a desigualdade social na Ásia cresceu. "Nos
últimos sete anos, apesar da crise, 38 milhões de latinos-americanos saíram da pobreza",
afirmou.

Ele disse que a América Latina consiste numa região "homogenea", com dois idiomas, uma
história comum, com instituições sólidas e sem conflitos bélicos. Mas apontou o desafio de
fortalecimento do Estado, da melhora dos níveis de educação e ajustes estruturais.

Essa evolução da América Latina favorece a atuação do banco. Maior instituição estrangeira
da região, o Santander escolheu sete países de atuação preferencial: Brasil, México,
Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e Peru. Neles, o banco tem 37 milhões de clientes, 5,8
mil agências bancárias e 9,4% de participação sobre os depósitos e 11,6% da oferta de
crédito do continente.

"O banco é o líder indiscutível da região e sua posição não é
replicável", disse, apontando a inexistência de bancos à venda. Afirmou que o valor de
mercado do Santander na região gira ao redor de US$ 70 bilhões. Neste ano, 40% do lucro
virá da América Latina, pouco mais da metade do Brasil.

O Santander deixou de atuar na Bolívia, Paraguai e Venezuela onde vendeu suas atividades
nestes países. Segundo Lúzon, não há planos para regresso, entre outros motivos, devido ao risco político.

O repórter viajou a convite do Banco Santander

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