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América Latina deve se preparar para ressaca da crise financeira

Washington, 15 out (EFE).- A América Latina deve se preparar para a ressaca da crise financeira dos EUA que afeta os mercados de todo o mundo, advertiram hoje diversos analistas no centro de estudos Diálogo Interamericano.

EFE |

A América Latina experimentou um crescimento econômico sustentado nos últimos anos que, pela crise, será desacelerado no próximo ano, segundo alertou o vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Santiago Levy.

"O 2009 será um mau ano", disse Levy, "mas se tomarem as medidas adequadas, estas permitirão preservar a capacidade de crescimento da região em 2010".

Levy participou junto com o ex-diretor para a América Latina do Fundo Monetário Internacional (FMI) Claudio Loser de uma mesa-redonda na qual analisaram como a crise afetará a região.

A América Latina - coincidiram em assinalar - notará os efeitos da crise nas exportações, o que, somado à dificuldade para chegar aos mercados financeiros internacionais, se traduzirá em um arrefecimento do crescimento da região.

Por isso, Levy pediu prudência aos Governos latino-americanos para evitar que outros "efeitos internos" dos países possam agravar suas conseqüências.

Neste contexto, considerou que as instituições financeiras multilaterais têm um papel fundamental e lembrou o pacote de medidas anunciado pelo BID, a Corporação Andina de Fomento (CAF) e o Fundo Latino-americano de Reservas para pôr à disposição dos Governos dessa região US$ 10,7 bilhões.

"Esta injeção monetária será um impulso para a região antes que a onda da crise afete suas economias", defende Claudio Loser, que também verão reduzida a receita procedente das remessas enviadas pelos imigrantes.

As remessas são a principal fonte financeira para alguns países latino-americanos e um pilar fundamental para milhões de famílias.

"América Latina vai ter de obter liquidez de forma importante", disse.

Loser disse que o efeito não será igual em todos os países, dependerá de sua relação com as economias estrangeiras, mas recomendou a todos os países que reforcem o setor exterior para evitar cair no déficit.

Os Governos terão que fazer um esforço "ajudando os exportadores com impostos baixos e reforçando o apoio aos setores que tenham trabalho", assinalou.

O impacto na América Latina, disse, "não vai ser terrível mas vai a ser duro".

Esta experiência levará as economias a "reforçar suas políticas fiscais, e a voltar a políticas mais ortodoxas".

Loser considerou que a crise americana "foi um choque financeiro" e lamentou que não tenha havido supervisão suficiente para evitar que se chegasse a esta situação.

"Quando se trata do dinheiro público é preciso ser mais cauteloso; o Governo deve permanecer à margem mas em uma linha magra e forte", concluiu. EFE elv/jp

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