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Ameaça de novas regras deixa em alerta os acionistas

Os acionistas da Petrobras estão preocupados com o risco de serem prejudicados por mudanças no marco regulatório e também pela suposta criação de uma empresa estatal para gerir os blocos da camada pré-sal. Ontem, o presidente do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, Gilberto Mifano, disse que já foi procurado por acionistas da companhia, preocupados com os rumores de criação da estatal.

Agência Estado |

O executivo fez o comentário quando questionado se a possibilidade de criação de uma nova empresa não poderia ferir princípios de governança corporativa. Semana passada, em conferência a analistas e acionistas para a divulgação dos resultados do segundo trimestre, alguns presentes, que se identificaram como acionistas, manifestaram preocupação com o risco de prejuízos por causa das possíveis mudanças. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que nenhuma queixa foi registrada formalmente.

Repetindo o tom cauteloso adotado pelos executivos da Petrobras em relação ao assunto, Mifano ressaltou que não tem nenhuma informação sobre como seria essa nova estatal nem a confirmação da sua criação. Entretanto, considerou que, caso haja mesmo uma nova empresa, "isso deverá ser feito com muito cuidado" para não ferir os diretos dos acionistas .

"Não estou preocupado com investidores estrangeiros. Estou preocupado com 400 mil brasileiros que escolheram ter ações da Petrobras", disse, após participar de evento promovido pela Apimec, no Rio. Ele explicou que não tem posição sobre o que a Petrobras deveria ou não fazer em relação à criação de uma empresa. "Não tenho uma posição e, se tivesse, seria leviano manifestá-la, porque não tenho muita informação."

No mesmo evento, o presidente da Apimec, Álvaro Bandeira, ressaltou que preocupa a possibilidade de mudança nas regras. "Mesmo porque o sucesso na descoberta de óleo na camada pré-sal foi fruto da quebra do monopólio, eficiência da Petrobras e parcerias realizadas desde então." Para ele, "o pior dos mundos seria a quebra de contratos, retorno de áreas licitadas e outros tais e quais". "Não somos uma republiqueta latina, e a repercussão de uma atitude dessa junto aos investidores externos seria nefasta."

Para analistas do mercado, a Petrobras tem se desvencilhado das informações contraditórias sobre as possíveis mudanças no marco regulatório, com ajuda de fatores externos. Apesar da insegurança dos investidores, com relação às informações desencontradas, que mantiveram os preços das ações em baixa num primeiro momento, analistas avaliam que a estatal foi "ajudada" pela alta das commodities e ensaia recuperação ainda em época de "incertezas".

"Na prática, o valor das ações da Petrobras foi atingido por esses fatores externos", disse Nelson de Matos, do Banco do Brasil.

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