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Ameaça de boicote da Opep frustra cúpula da energia planejada por Brown

Londres, 28 out (EFE).- A cúpula internacional de energia que devia acontecer em dezembro, em Londres, por iniciativa do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, foi cancelada diante de um possível boicote da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), informa hoje o jornal The Times.

EFE |

Brown convocou a cúpula de países produtores e consumidores para 19 de dezembro como a etapa seguinte de outra reunião realizada em Jidá (Arábia Saudita), em junho.

No entanto, o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri, disse ao "Times" que esse cartel de 13 nações se propunha a boicotá-la, a menos que se convidasse a todos e cada um dos chefes de Estado dos países-membros.

Entre eles estão o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o líder da Venezuela, Hugo Chávez, e da Líbia, Muammar Kadafi, segundo o jornal.

Segundo o "Times", não se sabe se Londres ofereceu convidar também esses três chefes de Estado, mas um porta-voz do Ministério da Energia britânico confirmou ao jornal que tinham renunciado à cúpula.

Badri disse, no entanto, que alguns países-membros tinham informado à Opep que seus chefes de Estado não tinham sido convidados à reunião.

Em vez da frustrada cúpula, o novo ministro da Energia e Mudança Climática britânico, Ed Miliband, realizará também em Londres, aproximadamente na mesma época, uma reunião em nível ministerial para tratar esses assuntos.

O porta-voz do ministério disse que a decisão de renunciar à projetada cúpula ocorria porque os líderes mundiais estavam ocupados demais em resolver a crise financeira para poder assistir.

Em sua entrevista ao "Times", Badri disse que a reunião de Jidá foi convocada porque "os preços (do petróleo) tinham escapado a todo controle", mas acrescentou que, na sua opinião, "não devia haver continuação".

O secretário-geral da Opep lembrou que já existe uma organização alternativa para o diálogo entre países produtores e consumidores de petróleo: o Fórum Internacional da Energia, com sede na Arábia Saudita. EFE jr/an

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