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AMD vende por US$ 192,8 milhões sua divisão de TV digital à Broadcom

SÃO PAULO - A Advanced Micro Devices (AMD), segunda maior fabricante de chips do mundo, anunciou que irá vender sua divisão de TV digital (DTV, na sigla em inglês) para a Broadcom. O valor do negócio seria de US$ 192,8 milhões em dinheiro.

Valor Online |

A intenção da AMD seria concentrar as atividades em seu negócio principal e tentar reverter um longo período de perda de mercado e dificuldades financeiras. Para a Broadcom, que fabrica chips para celulares, a aquisição ajudaria a ampliar seu portfólio de produtos.

De acordo com nota publicada pela Broadcom, as diretorias de ambas empresas já aprovaram o negócio, que não tem de ser ratificado pelos acionistas. Como a transação também não requer aprovação de agências regulatórias, a expectativa de ambas é que seja concluído no quarto trimestre deste ano.

A tecnologia de DTV que será obtida da AMD, afirma a Broadcom, permitirá que ela ofereça uma linha completa de produtos, cobrindo todo o segmento de TV digital. Para ela, essa é uma área estratégica que deverá contribuir substancialmente para o crescimento de suas operações.

A venda dessa divisão da AMD vai impulsionar seus resultados financeiros, além de reduzir o montante de faturamento necessário para atingir o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas (break even).

Na semana passada, Dirk Meyer foi alçado oficialmente ao cargo de executivo-chefe da AMD, substituindo Hector Ruiz, que agora irá integrar o conselho da companhia. O desafio do novo comandante da AMD é recoloca-la no caminho da lucratividade e recuperar o terreno perdido para a líder do mercado Intel, após sete trimestres seguidos de prejuízo.

Um dos problemas que levaram às dificuldades financeiras da companhia é sua estrutura de custo, que a obrigou a gastar um volume significativo de seu caixa. Ao fim do último trimestre, encerrado em junho, as reservas da companhia tinham recuado cerca de 10% ante o mesmo período de 2007. No acumulado do primeiro semestre, a redução do caixa era de 17%.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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