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AMD nega que esteja prestes a se desfazer de unidades de fabricação de chips na Alemanha

SÃO PAULO - A fabricante de processadores AMD negou que estaria interessada em se desfazer de sua área de manufatura, como teria sugerido seu novo executivo-chefe, Dirk Meyer, em uma entrevista. Na ocasião, ele teria dito que a companhia estava pronta para vender duas unidades de produção na Alemanha como parte de uma estratégia de redução de custos. Com essa atitude, a empresa se concentraria apenas nas atividades de projeto, criação e venda dos processadores com sua marca.

Valor Online |

Em resposta, um porta-voz da companhia afirmou que Meyer não estava se referindo à venda dessas unidades, mas sim das necessidades que a AMD tem de modificar a forma como produz seus wafers (material base para a fabricação de semicondutores). Essas informações poderiam indicar a planejada mudança da AMD para a produção de chips de 45 nanômetros (mais avançados que os atuais) ainda neste ano.

Desde que anunciou seu sétimo prejuízo trimestral consecutivo no último dia 17, a AMD tem sido acompanhada de perto por analistas e investidores. No mesmo dia que anunciou seu prejuízo no segundo trimestre, a companhia divulgou a troca de comando, com Meyer substituindo Hector Ruiz, que assumiu um cargo no conselho da AMD. Ao assumir, Meyer afirmou que planeja concentrar seus esforços nos negócios de processadores e placas gráficas.

Para alguns analistas, a saída de Ruiz é mais um indício de que a AMD está mesmo preparando para retirar de sua estrutura a área de fabricação. O ex-executivo-chefe, acreditam, seria o homem certo para comandar a nova companhia.

A AMD tem duas fábricas de processadores em Dresden, na Alemanha. A manufatura de chips é o processo mais caro na cadeia de produção desses componentes. Eliminar a atividade de sua própria estrutura seria uma forma de acelerar o processo de retorno à lucratividade para a AMD, avaliam analistas. Além da significativa redução nos custos, a empresa se beneficiaria do valor do negócio, que poderia chegar à casa dos bilhões de dólares.

(José Sergio Osse | Valor Online, com agências internacionais)

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