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Amazon avança nos livros eletrônicos

A Amazon.com anunciou ontem o lançamento de uma nova versão do seu leitor de publicações digitais, o Kindle 2, intensificando esforços para dominar essa nova indústria.

Agência Estado |

A Amazon disse que a nova versão do dispositivo apresenta sete vezes mais memória do que a original, permite que se alterne entre as páginas com maior velocidade e traz uma tela de definição muito melhor, apesar de ainda monocromática.

O Kindle 2 também traz novo design, com teclas redondas e um pequeno controle, parecido com um joystick - bastante diferente do projeto original, alvo das críticas de alguns compradores que o consideraram desajeitado. O novo dispositivo será comercializado a partir de 24 de fevereiro. A Amazon manteve o preço do produto em US$ 359.

Apesar de o novo Kindle apresentar apenas melhorias incrementais, o fundador e diretor executivo da Amazon, Jeffrey P. Bezos, estabeleceu metas ambiciosas. "Nossa visão é ter todos os livros que jamais foram impressos, em qualquer idioma, disponíveis na tela em menos de 60 segundos", disse ele numa entrevista coletiva concedida em Nova York.

A Amazon introduziu vários novos recursos no Kindle. Uma nova função transforma texto em fala, permitindo aos leitores que alternem entre ler as palavras na tela do dispositivo e escutá-las por meio de uma voz computadorizada. Essa tecnologia foi oferecida pela Nuance, empresa especializada em reconhecimento de voz instalada em Burlington, Massachusetts.

A Amazon também permitirá que os proprietários do dispositivo transfiram textos entre o Kindle e outros aparelhos portáteis. A empresa disse que estava trabalhando na disponibilização de textos digitalizados para outros dispositivos (como telefones celulares), apesar de não ter especificado quais seriam esses aparelhos.

Um dos concorrentes que têm ameaçado a tentativa da Amazon de dominar o mundo dos e-books é o Google, que incluiu no seu acervo digital cerca de 7 milhões de livros, a maioria dos quais fora de catálogo. O Google também firmou parcerias com editoras e autores para dividir a receita proveniente da venda desses textos na internet.

O Google disse recentemente que logo começaria a vender esses livros para leitura em dispositivos portáteis como o iPhone, da Apple, e telefones equipados com o sistema operacional Android, do próprio Google.

Referindo-se implicitamente à ameaça representada pelo Google, Bezos disse que a Amazon era mais experiente do que a concorrência em se tratando daquilo que os leitores de livros desejam, e destacou o catálogo digital da Amazon, que inclui 230 mil títulos, entre livros recentes e best sellers.

"Temos dezenas de milhões de fregueses que compram livros de nós todos os dias, e sabemos o que eles desejam ler", disse. "Estamos nos certificando de priorizar esses itens." Markus Dohle, diretor executivo da Random House, a maior editora mundial de livros destinados ao consumidor - uma unidade do grupo alemão Bertelsmann -, disse que a empresa estava trabalhando com a Amazon e outras produtoras de e-books na digitalização da sua lista de livros fora de catálogo.

Depois da entrevista coletiva, perguntaram a ele se estava preocupado com os efeitos do predomínio da Amazon sobre o mercado de livros digitais. Dohle fez uma pausa e riu. "Não somos nós que devemos falar sobre a concorrência da Amazon", disse ele. "Não acho que uma estratégia de negócios defensiva possa dar certo. Queremos expandir nossos negócios em todos os canais, e um dos fregueses de crescimento mais acelerado em todas as áreas é a Amazon.

Enxergamos o Kindle e os livros eletrônicos como uma verdadeira oportunidade porque achamos que esse formato não vai devorar a parte física do ramo, mas vai gerar e criar novos leitores de livros", completou. As informações são do jornal New York Times.

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