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Alvah Chapman morre em Miami, aos 87 anos

O jornalista americano Alvah H. Chapman Jr.

Agência Estado |

, ex-presidente do jornal The Miami Herald, morreu na quinta-feira, aos 87 anos, mas a informação só foi divulgada ontem pela família.

Segundo Bob Hilton, seu genro, ele morreu de pneumonia em casa, em Miami. Chapman sofreu nos últimos anos com o Mal de Parkinson, que lhe causava vários ataques. Em um deles, em março, fraturou o quadril. A partir de então, sua saúde só piorou.

Chapman começou cedo no meio jornalístico. Seu pai e avô foram donos e editores de vários jornais na Flórida e Geórgia. Chapman tornou-se presidente do The Miami Herald em 1969. Em 1974, ajudou a orquestrar a fusão da Knight Newspapers e da Ridder Publications, a maior transação do setor da mídia até então.

A companhia resultante - Knight Ridder - tornou-se um conglomerado com mais de 30 publicações periódicas. Em conseqüência desse trabalho, Chapman comandou e empresa entre 1976 e 1989. Nesse período, as receitas do grupo triplicaram e os jornais que pertenciam à cadeia ganharam 33 prêmios Pulitzer, um dos mais importantes da área cultural nos Estados Unidos.

Antes disso, ele havia atuado como gerente-geral do The St. Petersburg Times e editou os jornais The Savannah Morning News e Evening Press, no Estado da Geórgia.

Além de jornalista, Chapman foi um dos filantropos mais influentes da Flórida e líder cívico. Promoveu, por exemplo, uma campanha que arrecadou cerca de US$ 2 bilhões para a revitalização do centro de Miami.

Também liderou projetos de arrecadação de fundos para entidades assistenciais em prol de crianças desamparados e sem-teto. Em várias ocasiões, presidiu a Filarmônica da Flórida. Foi presidente da Câmara de Comércio de Miami, liderou movimentos contra o crime na região e chefiou a Coalizão por uma Parceria sem Drogas.

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