Os congressistas americanos, republicanos e democratas, conseguiram incluir medidas importantes no pacote de resgate do sistema financeiro dos EUA que não constavam no plano original. O objetivo foi aumentar o controle sobre o andamento do pacote, para proteger os contribuintes americanos.

A previsão é que um conselho seja criado para supervisionar o pacote e conte com a participação do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do presidente do órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos (SEC, Securities and Exchange), Chris Cox.

Uma das alterações foi o parcelamento dos US$ 700 bilhões em três vezes, ao contrário da proposta inicial do secretário do Tesouro Henry Paulson. A primeira será liberada imediatamente, a segunda deverá ser requerida pelo presidente Gerge W. Bush e a terceira dependerá de novas movimentações do Congresso, que vai avaliar a condução do pacote e os efeitos no sistema financeiro.

Outra conquista dos negociadores foi a imposição de limites nas compensações de executivos de instituições socorridas. A intenção é evitar que aqueles que provocaram a maior crise financeira desde a Grande Depressão, na década de 30, sejam beneficiados às custas do contribuinte. Além disso, o plano prevê a possibilidade de o governo limitar as deduções de impostos de empresas que paguem executivos acima de US$ 500 mil por ano. O projeto, de 106 páginas, foi redigido no fim de semana. O original continha três páginas.

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