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Alta nos juros bancários vai pesar ainda mais no orçamento familiar, afirma economista

BRASÍLIA - O aumento de 4,2% pontos percentuais na taxa de juros bancários, no primeiro semestre, foi o maior reajuste desde 2003, quando os juros subiram 5,8% pontos. A elevação, de acordo com o economista da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli, faz com que as pessoas se endividem sistematicamente e comprometam o planejamento financeiro.

Agência Brasil |

"A alta nos juros bancários vai pesar ainda mais no bolso dos brasileiros e vai comprometer ainda mais o orçamento familiar", disse em entrevista ao Programa da Rádio Nacional, Revista Brasil.

Com a elevação anunciada na semana passada pelo Banco Central (BC) os juros bancários representaram 38% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior alta desde abril de 2007. A tendência é continuar subindo de acordo com o BC.

Piscitelli afirmou que o volume de crédito no Brasil teve uma alta de mais de 32% para pessoa física, em 12 meses, o que facilitou os empréstimos. Muitas pessoas exageraram na dose e se endividaram. Agora vão enfrentar dificuldades, afirma. Ele explica que com alta da taxa Selic para 13% ao ano e o aumento da inflação, as pessoas que forem renegociar as dívidas terão prazos menores e uma taxa de juros mais elevada.

Ele conta que um dos principais vilões dos endividamentos têm sido o cheque-especial. Em junho, os juros da modalidade de crédito atingiu 159,1% ao ano, chegando próximo da maior marca, a de 2003 ¿ 163,9%, conforme o BC. Cheque-especial é uma das modalidades mais irracionais de obtenção crédito, classificou o economista.

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