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Alta foi puxada por investimento e consumo

O aumento dos investimentos - identificados no cálculo do PIB pela rubrica Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - bateu recorde da série histórica em todas as bases de comparação. Aumentou 19,7% no terceiro trimestre, ante igual período do de 2007, e 6,7%, ante o segundo trimestre deste ano.

Agência Estado |

Na base de comparação com igual trimestre do ano anterior, foi o 19º aumento consecutivo. "Foi um trimestre muito favorável ao investimento, apesar do aumento da taxa de juros", diz Rebeca Palis, gerente do IBGE.

Embora não sirva como parâmetro para projeções de desempenho, é um sinal positivo para o futuro, avalia o economista Paulo Levy, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "Estávamos com investimento crescendo muito. Isso nos abre a perspectiva de, uma vez feito o ajuste às adversas condições internacionais, sob a forma de desaceleração do crescimento da demanda, podermos voltar a crescer a um ritmo mais rápido", diz ele.

O investimento constatado no PIB do terceiro trimestre se traduzirá, com alguma defasagem (que ele estima entre nove meses a um ano), em capacidade de produção ampliada. O ponto principal é que o crescimento estava sendo puxado pela demanda, com famílias consumindo aceleradamente, beneficiadas pela facilidade de crédito e aumento da renda, e o setor produtivo investindo para atender a procura.

Resultado: a produção interna não acompanhou o ritmo e parte da demanda foi suprida pela importação, o que levou alguns economistas a apontarem que a aceleração não seria sustentável a médio e longo prazos. O consumo das famílias cresceu 7,3% ante o terceiro trimestre de 2007, a maior alta para período semelhante desde 1996, conseqüência direta do crescimento de 10,6% da massa salarial real no período, diz Rebeca. "Isso afetou diretamente o consumo das famílias, que representa 60% do PIB."

Segundo ela, a expansão da FBCF foi puxada pela produção e importação de máquinas e equipamentos e pelo desempenho da construção civil. O setor, responsável por 40% da FBCF, registrou a maior expansão ante igual trimestre de 2007: 11,7%. "Mantemos nossa previsão de 8,5% de crescimento em 2008 e nos tornamos mais otimistas para encarar o desafio que será 2009", diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady.

Levy, do Ipea, prefere manter a moderação. Diz que não se deve esconder a gravidade da situação econômica, mas pondera que não precisamos evitar o alívio. "A economia brasileira estava crescendo a um ritmo insustentavelmente forte, observando a demanda doméstica. Mas, por outro lado, tem o componente do investimento que abre a perspectiva de retomada mais adiante", comenta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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