O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou nesta quarta-feira que o forte crescimento do emprego formal este ano permitirá uma arrecadação recorde do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo Lupi, depois de quatro anos consecutivos, o aumento da arrecadação do FAT em 2008 deve superar o crescimento das despesas, como o pagamento de abono salarial e do seguro-desemprego. Os dados do primeiro semestre e as novas projeções para o ano devem ser divulgados pelo ministério nos próximos dias.

Lupi lembrou que a previsão feita no final de 2007 era de que haveria uma "queda grave" na arrecadação do FAT este ano, "mas, com o crescimento forte da empregabilidade desde o ano passado, já está se invertendo esta tendência", assinalou.

O ministro do Trabalho lembrou a importância dos recursos do FAT e do FGTS no financiamento de projetos de infra-estrutura e habitação popular. De acordo com Lupi, até meados de agosto o governo decide se repassará mais R$ 10 bilhões do FGTS ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Lupi confirmou haver divergências entre os técnicos do governo e o BNDES sobre a taxa de remuneração que o banco pagará ao Fundo. "O FGTS tem uma meta de ter uma margem de lucratividade para o dinheiro do trabalhador. O grande desafio é encontrar solução que não diminua a lucratividade do FGTS", afirmou.

Sem citar números, o ministro revelou que o BNDES considera elevadas as taxas sugeridas pelos técnicos do governo. Ele disse haver uma discussão se os novos recursos irão para o fundo de investimento de infra-estrutura (FI-FGTS) que já opera com dinheiro do FGTS.

Segundo ele, os recursos podem ser emprestados com uma taxa de juros mais rentável. "O governo vai achar uma solução. O BNDES está com uma fila de pedidos de empréstimos e já apresenta déficit em relação ao que já foi aprovado", concluiu.

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