A Petrobras não vai repassar a alta do preço internacional do petróleo ao consumidor brasileiro e continuará a ter grandes lucros, afirmou ontem o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Nenhum país está imune (à alta), mas temos um certo grau de vacinação, disse, destacando o papel do etanol na manutenção dos preços.

Na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos, o preço da gasolina está tendo altas sem precedentes. "Não vamos repassar a alta por causa de uma crise que é de curto prazo", disse Gabrielli.

Como 85% dos lucros da empresa vêm do mercado nacional, uma queda significaria também um impacto para a Petrobras. Portanto, a empresa prefere apostar que a crise não vai durar muito. "Temos de ter cuidado se mudarmos o preço no mercado doméstico."

"Estamos numa situação peculiar em comparação com outras empresas de petróleo. Produzimos 2,3 milhões de barris e vendemos principalmente a nossas refinarias. E 85% do nosso faturamento vem do mercado brasileiro. Não somos grandes exportadores, pois consumimos grande parte do petróleo no nosso País", disse Gabrielli.

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