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Alta de estoques sinaliza demanda menor e petróleo despenca mais de US$ 4, a US$ 134,6

SÃO PAULO - Os preços do petróleo no mercado futuro despencaram US$ 4 na sessão de hoje, após terem caído mais de US$ 5 na véspera. Considerando apenas o mercado de Nova York, foi a maior queda acumulada em dois dias dos últimos 17 anos.

Valor Online |

As cotações cederam após a divulgação de alta nos estoques de óleo cru, gasolina e destilados nos EUA. Além de ter surpreendido o mercado, o aumento das reservas foi encarado como um sinal de que os altos preços dos combustíveis estão reduzindo o nível de consumo.

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York caiu US$ 4,14, para US$ 134,60. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 135,32, com queda de US$ 4,05. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês caiu US$ 2,56, para US$ 136,19. O vencimento para setembro terminou valendo US$ 135,81, com queda de US$ 4,05.

O Departamento de Energia norte-americano informou hoje que os estoques de petróleo cru dos Estados Unidos avançaram em 3 milhões de barris na semana passada em relação à anterior, alcançando 296,9 milhões de barris. Também aumentaram as reservas de gasolina e de destilados no mesmo período, em 2,4 milhões de barris e 3,2 milhões de barris, respectivamente. Com isso, os níveis desses produtos ficaram em 214,2 milhões de barris e 125,7 milhões de barris.

A notícias foi apontada como principal motivo para a queda de hoje na cotação do petróleo no mercado futuro. Isso porque os analistas aguardavam queda de 3 milhões nas reservas de óleo cru e também recuo nos estoque de gasolina. No caso dos destilados, o aumento das reservas foi acima do previsto.

Os agentes avaliaram os números também como um sinal de uma possível tendência de queda do consumo de combustíveis diante do preço recorde do petróleo.

O dado, portanto, reforçaria a preocupação expressada ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, sobre o impacto que a alta de preços pode ter no nível de consumo nos EUA.

Em discurso no Senado ontem, Bernanke comentou que os altos preços da energia e um crescimento econômico a um ritmo mais brando tinham limitado a capacidade dos americanos de comprar combustível e outros produtos importantes, desencadeando a derrubada da cotação do petróleo verificada nesta segunda-feira.

(Valor Online, com agências internacionais)

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