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Alta das reservas e queda na demanda reduzem preço do petróleo

Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira após a divulgação do relatório semanal do departamento de Energia (DoE) americano, que mostrou um aumento das reservas de produtos petroleiros nos Estados Unidos, chamando a atenção dos investidores para as perspectivas da demanda.

AFP |

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro fechou cotado a 98,53 dólares, uma queda de 2,11 dólares em relação a terça-feira.

Em Londres, o barril do tipo Brent do mar del Norte para entrega em novembro perdeu 2,84 dólares, encerrando a 95,33 dólares.

"As pessoas se tranqüilizaram ao ver que os estoques de cru e, principalmente, as reservas de gasolina se recuperaram em parte, e que começamos a superar os problemas causados pela passagem dos furacões", constatou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

O relatório semanal do DoE pressionou as cotações do petróleo para baixo, revelando a existência de reservas de crudo maiores do que o previsto nos Estados Unidos, em alta de 4,3 milhões de barris, contra uma queda esperada de 1,7 milhões de barris por dia, assim como um aumento dos estoques de gasolina de 900.000 barris.

"Também é importante destacar que a produção das refinarias está em alta e continuará subindo, assim como a da gasolina produzida nas refinarias: a oferta se consolida depois de sofrido uma redução com a passagem dos furacões" Gustav e Ike pelas áreas de produção petrolífera do Golfo do México, disse Lipow.

Apenas os estoques de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) caíram, em 2,3 milhões de barris, mais do que a queda prevista pelos analistas, de 800.000 barris.

Os operadores continuam analisando também os números do consumo, que voltou a cair nos Estados Unidos: nas últimas quatro semanas, a demanda por produtos petroleiros caiu 7,1% em relação ao ano passado, segundo o relatório.

bur-mla/ap

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