Executivo do banco afirma que elevação da taxa de juros terá impacto na demanda por crédito por parte das grandes companhias

A alta da taxa básica dos juros terá impacto no crédito, principalmente para as grandes empresas. A opinião é de Carlos Galan, principal executivo financeiro do banco Santander. “Quando se elevam os juros, há um impacto no mercado de crédito, principalmente para as grandes companhias”, diz Galan. “Vamos ter uma readequação da demanda por crédito”, completa.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou ontem a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,5% ao ano, sem viés, em uma decisão unânime entre os membros do comitê. A última vez que o BC mudou os juros foi em julho do ano passado, quando o percentual foi cortado em 0,5 ponto, para 8,75%. A última subida ocorreu em setembro de 2008, para 13,75%.

Segundo Galan, a decisão do BC está correta do ponto de vista da sociedade como um todo, já que a alta dos juros foi decidida como forma de manter a inflação sob controle. Para este ano, o banco prevê que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba para 5,5%. Nos últimos 12 meses, a taxa está em cerca de 5%, acima da meta definida pelo governo, de 4,5%. Para o ano que vem, as estimativas do Santander são de que a inflação recue para 5,0%.

O banco prevê que a taxa Selic encerre este ano em 12%, o mesmo percentual projetado para o final de 2011. Quanto ao crescimento da economia, as projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) terá alta de 5,8%. “Eu, particularmente, acho que ficará acima disso, em torno de 6%”, afirma o executivo do Santander. Para o ano que vem, a previsão para o PIB é de alta menor, de 4,5%. Pelas contas do banco, o câmbio irá fechar este ano em R$ 1,95 por dólar e, em 2011, a R$ 2,10.

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