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Alta da receita dos supermercados deve desacelerar para 2,5% em 2009

SÃO PAULO - O setor supermercadista brasileiro deve enfrentar uma desaceleração de seus resultados neste ano. Segundo as estimativas divulgadas nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o faturamento dos supermercados irá crescer apenas 2,5% em termos reais em 2009, frente ao ano passado.

Valor Online |

Para comparação, o crescimento real verificado em 2008 foi de 8,98%, após ter registrado 5,92% em 2007. "São muitos fatores que vão afetar o desempenho do setor neste ano, mas continuaremos crescendo", destacou o presidente da Abras, Sussumo Honda.

Segundo ele, entre os principais motivos de um possível crescimento menor do índice de vendas dos supermercados está a queda nos preços das commodities no mercado mundial. "No ano passado, o crescimento do resultados dos supermercados tinha forte ligação com a inflação dos alimentos", afirmou Honda. Ele explica que este efeito é grande, porque a soja e o trigo, por exemplo, são base de uma série de produtos com grande participação nas vendas dos supermercados.

Outros fatores de pressão para o setor deverão ser a redução do nível de emprego no país e a desaceleração da massa salarial dos consumidores. A Abras acredita que em 2009 a taxa de desemprego aumentará para 9%, e haverá um crescimento de apenas 1,5% nos salários dos brasileiros (em 2008 foi de 7% e em 2007, 5,3%). Este conjunto de situações pode modificar os parâmetros de vendas dos supermercados, "que são essencialmente sensíveis à renda do consumidor", afirmou Honda.

Mesmo assim, de acordo com os estudos da entidade, o setor, que hoje emprega mais de 900 mil pessoas em todo o país, não deverá anunciar demissões neste ano. "Teremos um crescimento menor, mas ainda assim, vamos crescer, logo não há por que haver demissões", explicou o presidente da Abras.

As escolhas dos consumidores, no entanto, devem mudar nos próximos meses. "A participação das marcas premium (as marcas de mais destaque) irá diminuir", afirmou Honda. Segundo ele, o ano passado foi marcado pelo aumento da demanda por estes produtos de maior valor agregado, mas, com o clima de receio que a crise tem provocado, a tendência é que a participação destes produtos nas vendas dos supermercados caia.

O levantamento da Abras mostra também que os investimentos devem continuar a crescer no setor. Segundo Honda, já foram anunciados R$ 5 bilhões em investimentos pelos supermercados para 2009. "Isso mostra que o setor, mesmo em meio à crise, ainda encontra espaço para expansão", disse Honda.

A Abras acredita que, se houver desaceleração dos investimentos, esta deverá ser pequena, pois as inaugurações de novos supermercados ainda continuam em todo o país. Segundo a pesquisa, a expansão que o setor já preconiza será realizada principalmente por meio de novas lojas, reformas e investimentos em outras áreas, principalmente a de tecnologia.

Sobre a evolução dos preços dos produtos de supermercado, a Abras acredita em uma estabilização. "Os preços não sofrem mais a pressão da demanda como antes", informou o presidente da Abras. Até agora, no entanto, esta situação não aconteceu. Em dezembro, o indicador de inflação Abras Mercado registrou um aumento nominal de 0,48%, ante o mês anterior e de 12,76% no acumulado do ano, frente a 2007. A alta dos preço dos 35 itens analisados pela associação foi maior do que a registrada pelo IPCA, de 0,28% e 5,90% respectivamente.

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