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SÃO PAULO - A inflação deve ser o principal motivo de preocupação dos formuladores de política monetária em meio aos aumentos dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Esta foi a mensagem passada pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, aos líderes do G-8 em Hokkaido, no Japão.

Quando há a preocupação com os preços mais altos do petróleo e dos alimentos, deve-se preocupar com o crescimento e, mais ainda, com a inflação, destacou, pedindo aos representantes do G-8 que evitem que o encarecimento dos combustíveis e dos alimentos vire uma inflação generalizada.

Segundo Strauss-Kahn, os preços do petróleo devem continuar altos e oscilantes por algum tempo uma vez que a demanda e a oferta reagem lentamente ao encarecimento do produto. Também observou que o avanço da cotação do petróleo desde o início deste ano está reduzindo o poder de compra de países importadores.

Permitir que os elevados preços dos produtos alimentícios e dos combustíveis se transformem em alta geral da inflação atrasaria a reação da oferta e demanda aos altos preços, minaria o crescimento pelo aumento das expectativas inflacionárias e afetaria os pobres porque eles têm menos capacidade de proteger-se contra a inflação, observou o dirigente do FMI.

Ele acredita que os mercados financeiros continuam sob pressão e que a confiança do mercado permanece extremamente frágil, notando que a necessidade contínua de aumento de capital pelos bancos sugere que as condições de crédito podem ficar ainda mais restritivas.

Recomendamos que as autoridades monitorem o setor financeiro e fiquem atentas que apoio orçamentário a instituições com problemas pode ser necessário, afirmou.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

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