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Alta da inflação faz consumidor ficar mais pessimista, mostra CNI

BRASÍLIA - O peso da inflação corroendo a renda e ampliando o endividamento fez o consumidor ficar mais pessimista no segundo trimestre do ano. É o que mostra novo Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador caiu 1,6% perante março e 1,2% em relação a junho de 2007.

Valor Online |

Feito pelo Ibope a pedido da CNI, o Inec é resultado da média ponderada da variação de respostas de 2.002 pessoas em 141 cidades sobre a percepção da economia brasileira e seus efeitos no consumo.

Na pesquisa relativa ao período abril/junho de 2008, a CNI alterou as perguntas originais do Inec criado em dezembro de 2001. Saíram perguntas sobre perspectivas para o ano, satisfação com a vida, compras no trimestre e expectativa de evolução da renda em geral.

Foram incluídas perguntas sobre situação financeira, grau de endividamento e compras de bens de maior valor. A CNI justificou que a mudança traduz uma melhor avaliação do que o consumidor quer. Foi mantida a comparação com as sondagens trimestrais de opinião anteriores, onde a base é 100%. A variação para cima é considerada positiva e, para baixo, negativa.

Os números mostram que o Inec estava em 111,5 pontos em março, caindo para 109,8 em junho. No segundo trimestre de 2007 atingiu 111,1. E é o mais baixo desde junho de 2006, quando ficou em 110,0. A variação negativa principal foi quanto à expectativa de inflação, com maior número de consumidores afirmando que vai aumentar.

Houve um recuo de 10,9% na expectativa de inflação sobre março, saindo de 118,4 para 105,5 pontos em junho. Sobre igual trimestre anterior o recuo foi ainda maior: 17,3%. Em junho de 2007 esse índice apontava 127,6 pontos. Para a CNI, esse maior pessimismo sobre a evolução dos preços é resultado da inflação mais acelerada no início deste ano, não mais restrita somente ao segmento de alimentos.

Essa percepção contaminou as expectativas sobre desemprego, que caiu 4,5% ante o primeiro trimestre do ano, e sobre a renda pessoal, com redução de 2,6% em igual período. Houve ainda uma indicação de maior endividamento, com queda de 2,3% na mesma comparação, levando os economistas da CNI a avaliar o dado como uma possibilidade de aumento de inadimplência futura.

Mas o Inec também detectou que ainda não há abalos significativos na situação financeira dos entrevistados, uma vez que o índice relativo a esse tema recuou 0,8% ante o primeiro trimestre deste ano e, sobre igual período de 2007, há um avanço de 3,7%.

O novo indicador sobre intenção de compras de bens de maior valor mostrou aumento de 6% sobre março e de 7,1% em relação a junho anterior. Para a CNI, o crescimento revela que boa parte da população de baixa renda mantém a disposição de adquirir móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, por exemplo. Metade dos consumidores espera manutenção em seu nível de compras, na interpretação dos responsáveis pela pequisa.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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