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Alta da Bolsa deve ser limitada por temor com bancos

Depois de ter fechado ontem abaixo dos 38 mil pontos, em queda de 4%, o mercado brasileiro de ações começa o pregão desta quarta-feira no terreno positivo. O índice Bovespa subia 1,24% a 37.

Agência Estado |

279 pontos às 11h10, na máxima, mas os temores relacionados à saúde do setor bancário norte-americano e europeu e a expectativa em relação ao tamanho do corte de juro básico (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central hoje à noite devem limitar uma valorização maior dos preços das ações. Com a queda da véspera, o Ibovespa passou a acumular pela primeira vez em janeiro perdas no mês (-0,74%).

Nos EUA, os índices futuros de ações operam em alta, reagindo ao resultado melhor do que o esperado apresentado ontem à noite pela IBM. O lucro líquido do quarto trimestre, de US$ 3,38 por ação, superou com folga as expectativas dos analistas, que esperavam um lucro de US$ 3,03 por ação. Hoje as atenções continuam concentradas em cima do setor financeiro e dos resultados das empresas. Divulgam balanços nesta quarta-feira Apple, AMR Corp, eBay, UAL Corp, United Technologies e US Bancorp.

Na Europa, os investidores seguem se desfazendo das ações por conta das renovadas preocupações com o setor bancário e com a debilidade da economia na região. As ações do Barclays e as do Lloyds Banking Group estão entre as maiores perdas em Londres nesta manhã, em meio ao receio de que o governo britânico seja obrigado a assumir o controle dos bancos, uma decisão que pode prejudicar os acionistas. A Bolsa de Londres caía 1,73%, a de Paris cedia 1,70% e a Bolsa de Frankfurt operava em baixa de 0,62%, por volta das 11h10 (de Brasília).

Hoje, o governo da Alemanha informou que a economia do país deverá ter sua pior performance em seis décadas este ano, devido à queda das exportações e do investimento. O governo cortou a projeção para a economia em 2009 para contração de 2,25% este ano, ante previsão de crescimento de 0,2% feita em outubro passado.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, as ações dos bancos que ontem caíram em bloco, continuam em foco, assim como Vale e Petrobras, que sofrem os efeitos da demanda global mais fraca pelas matérias-primas (commodities).

A Vale sugeriu que pode aceitar uma redução de 10% dos preços dos contratos de minério de ferro nas negociações deste ano, disse um analista de Xangai que tem fontes na Baoshan Iron & Steel, ou Baosteel. Esta empresa, juntamente com a China Iron & Steel Association (Cisa), representa as outras siderúrgicas chinesas nas negociações com as principais mineradoras. Mas as fabricantes de aço chinesas e as mineradoras, inclusive a Vale, continuam com visões diferentes sobre o nível e o método para o estabelecimento de preços deste ano, afirmou o analista. Os dois lados concluíram a mais recente rodada de negociações no final de semana passado em Xangai, sem fazer muito progresso, segundo fontes.

A australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, anunciou que vai reduzir em 6% sua força de trabalho global, fechar uma mina de níquel na Austrália e diminuir a produção de carvão entre 10% e 15%. E hoje o Japão informou que a produção de aço no país teve queda de 27,9% em dezembro, ante o mesmo período em 2007. É a maior queda desde que a entidade começou a registrar esse dado, em 1949.

Às 11h15, as ações preferenciais (PN) da Petrobras registravam valorização de 1,30% e as ordinárias (ON) subiam 1,28%. Vale PNA avançava 0,51% no mesmo horário.

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