alívio no Imposto de Renda promovido pelo governo beneficia principalmente a camada intermediária da classe média, que ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês. A mudança passa a valer em janeiro de 2009." /
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Alívio é maior entre R$ 3 mil e R$ 4 mil

Nem pobres nem ricos. O http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/11/governo+vai+reduzir+ipi+pra+carro+popular+e+iof+caira+para+15+3205174.htmlalívio no Imposto de Renda promovido pelo governo beneficia principalmente a camada intermediária da classe média, que ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês. A mudança passa a valer em janeiro de 2009.

Agência Estado |

 

Para esses assalariados, o desconto no IR chegará a R$ 89,50 por mês ou cerca de 2,5% da renda. Todas as pessoas que ganham mais de R$ 3.582 terão esse mesmo abatimento (R$ 89,50), mas o ganho proporcional cai à medida que a renda cresce. Para quem ganha R$ 10 mil, por exemplo, o alívio de R$ 89,50 representa apenas 0,9%.

Para a classe baixa, o benefício oferecido pelo governo é nulo ou mínimo. É o caso de quem já é isento do IR (salários inferiores a R$ 1.432 a partir de janeiro) e não terá nenhum benefício adicional. O assalariado que recebe R$ 1,8 mil mensais terá desconto de R$ 27,45 no contracheque, o que representa ganho de 1,5% da renda, o mesmo ganho proporcional que terá quem ganha R$ 6 mil, por exemplo.

Para que o trabalhador saiba quanto vai pagar de IR, é preciso calcular pelo salário líquido, ou seja, o valor bruto que aparece no contracheque menos o desconto da Previdência e o relativo aos dependentes. Um trabalhador que recebe R$ 5 mil por mês, por exemplo, desconta R$ 303,90 de INSS. Quem tem dependentes também pode descontar, a partir de janeiro, R$ 144,20 por filho ou filha. Deduzindo o INSS e o valor de dois filhos, o salário bruto de R$ 4,5 mil cai para R$ 4.407,70.

É esse salário que deve ser comparado com a tabela de descontos do IR, que funciona com alíquotas progressivas, como numa escada. Na prática, o salário deve ser fracionado em cinco para que a pessoa saiba quanto pagará de tributo. A primeira fatia, até R$ 1.432, está isenta. A segunda fatia, entre R$ 1.432 e R$ 2.150, será tributada em 7,5%. A terceira, de R$ 2.150 a R$ 2.866, pagará 15%. A quarta, de R$ 2.866 a R$ 3.582, 22,5%. Apenas a quinta e última fatia do salário, de R$ 3.582 até o líquido de R$ 4.407,70 pagará 27,5%.

A proposta de criar mais faixas de IR (duas a mais, no caso do pacote divulgado ontem) é antiga bandeira do PT, mas o partido também defendia uma alíquota maior para quem ganha mais de R$ 20 mil mensais. O governo implementou apenas a bondade, deixando a maldade para um futuro incerto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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