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Alitalia perderá licença de vôo caso não apresente plano de sobrevivência

Roma, 22 set (EFE).- O presidente da Aviação Civil Italiana (Enac), Vito Riggio, lançou hoje um ultimato à companhia Alitalia ao afirmar que a empresa terá sua licença de vôo retirada se não apresentar nesta quinta um plano de sobrevivência.

EFE |

Riggio se reuniu hoje com o comissário extraordinário da Alitalia, Augusto Fantozzi, a quem comunicou a necessidade de apresentar antes de quinta um "plano financeiro racional e convincente que justifique a manutenção da atual licença provisória".

Após apresentar o plano, os técnicos da Enac vão avaliá-lo e decidirão se revogam a licença provisória ou se a confirmam, segundo as normas européias em caso de crise declarada de uma companhia aérea.

Fantozzi afirmou que, se até o próximo dia 30 não for apresentada uma oferta realizável pela Alitalia, pedirá a "suspensão temporária da licença" para evitar "uma retirada total", o que significaria a quebra imediata.

Após a reunião, Fantozzi declarou que os vôos estão garantidos até 30 de setembro e que a companhia aérea conta com os fundos necessários para pagar os salários deste mês.

Foi publicado hoje na página de internet da companhia aérea o anúncio de licitação pública para apresentar ofertas por um ou mais ramos de atividades da empresa.

Os possíveis compradores têm até o dia 30 deste mês para apresentarem suas ofertas pela divisão da companhia que interessar: os transportes de passageiros da Alitalia Linee Aeree Italiane, os serviços aeroportuários da Alitalia Airport, a companhia aérea de baixo custo Volare ou a Alitalia Express.

Com a venda por setores da companhia, que pertence 49,9% ao Estado, tenta se impedir uma possível quebra após a retirada na semana passada da oferta de um grupo de empresários italianos.

Na oferta, segundo a licitação, o possível comprador terá de indicar os futuros cortes, os funcionários da Alitalia que serão contratados e aqueles que terão suspensão temporária no trabalho.

Além disso, deverá constar se o possível comprador está disposto a assumir parte da dívida da Alitalia, sendo que o preço não poderá ser inferior ao estabelecido pelo analista independente nomeado pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico.

No entanto, para o ministro do Trabalho, Maurizio Sacconi, a única solução para salvar a Alitalia continua sendo a reabertura das negociações com a Companhia Aérea Italiana, uma sociedade formada por empresários italianos que retirou na semana passada sua oferta por não conseguir a aprovação de parte dos sindicatos. EFE ccg/fh/fal

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