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Alitalia fecha acordo com sindicatos, mas pilotos não aceitam plano

SÃO PAULO - O grupo de empresas interessado na compra da companhia aérea italiana Alitalia entrou em acordo com alguns dos principais sindicatos de funcionários sobre um plano de recuperação que, por outro lado, enfureceu outras organizações de trabalhadores. O sindicato dos pilotos e comissários, que reúne mais de 7 mil funcionários, rejeitou a proposta que, ainda assim, é considerada chave para o sucesso da venda da empresa, que enfrenta sérias dificuldades financeiras.

Valor Online |

No total, quatro dos nove sindicatos de aeroviários e aeronautas da Itália aceitaram a proposta de acordo oferecida pelo grupo de investidor CAI, cujo objetivo é salvar a companhia da falência. Essas instituições representam cerca de dois terços dos funcionários da Alitalia, mas reúnem poucos pilotos e comissários.

"Qualquer acordo sem consulta direta a nós será rejeitado e considerado inútil, assim como uma provocação", afirmaram os outros cinco sindicatos não incluídos nas negociações, em nota conjunta. Hoje há uma reunião marcada entre o ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, e representantes dessas entidades.

A empresa, que gera prejuízo diário de US$ 3 milhões, pediu falência no último dia 29 de agosto, em busca de socorro financeiro com o aval do governo. O plano da CAI inclui a compra dos ativos da Alitalia e sua fusão à rival doméstica Air One. As dívidas seriam concentradas na "velha" Alitalia e liquidadas pelo governo, em processo muito parecido com o que foi adotado no Brasil para a venda da Varig. O negócio levaria ainda a milhares de demissões e, embora a CAI tenha se comprometido a reduzir em 1000 o número de demitidos, isso não foi suficiente para convencer todos os sindicatos.

"(Valor Online, com agências internacionais)"

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