Roma, 12 set (EFE) - A companhia aérea italiana Alitalia se encontra a beira do colapso e se prefigura o anúncio de falência e de um expediente de regulação de emprego depois que hoje foram suspensas as negociações entre os possíveis compradores e os sindicatos. A Companhia Aérea Italiana (CAI), criada por um grupo de empresários italianos dispostos a investir um bilhão de euros para adquirir a companhia aérea, tinham estabelecido hoje como a data limite para obter a aprovação dos sindicatos ao plano de reestruturação da endividada Alitalia. Após uma semana de reuniões, o CAI deixou hoje a mesa de discussões ao afirmar que não existem as condições para continuar com a negociação. Em nota, os empresários nacionais afirmaram que os sindicatos não se dão conta da situação dramática da Alitalia e da necessidade de uma profunda mudança em relação ao passado que exige o plano de resgate. A CAI anunciou também a retirada das duas diligências abertas para estudar as contas da Alitalia, mas seguiu confirmando sua oferta pela companhia aérea. Se não for encontrada uma solução nas próximas horas, Augusto Fantozzi, comissário extraordinário nomeado pelo Governo para tramitar a companhia aérea, já anunciou que amanhã serão rescindidos todos os convênios coletivos e serão aplicadas as medidas que prevê um expediente de regulação de emprego. Para afastar esta possibilidade, o Governo de Silvio Berlusconi, que impulsiona o plano de resgate, promoveu durante o ...

Entre os mais descontentes se encontram os pilotos, que denunciam que o plano prevê a demissão de cerca de mil pilotos da Alitalia, enquanto outros 130 serão transferidos a novas empresas externas à companhia.

A proposta apresentada pela CAI contempla ainda, segundo os sindicatos, o corte de 1.600 assistentes de vôo, 840 do pessoal de manutenção e 950 do serviço de assistência em terra.

O plano de reestruturação da Alitalia prevê a divisão da companhia aérea em duas partes: uma que seria comprada pela CAI e que ficará com os ativos e rotas rentáveis da Alitalia e da companhia aérea AirOne, a segunda maior do país.

Já a segunda metade da Alitalia, que ficará sob a administração especial, ficaria encarregada das dívidas e do resto das atividades.

EFE ccg/db

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