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Alitalia cancela vôos e fica a um passo da quebra

A Alitalia cancelou mais 30 vôos nesta sexta-feira, dando mais um passo em direção à falência depois da retirada da única oferta de compra da companhia aérea, o que pode trazer sérias perturbações aos céus italianos.

AFP |

Acordo Ortográfico A autoridade civil da aviação italiana (Enca) informou nesta sexta que estudará a partir da próxima semana a situação da empresa, e avaliará se procede suspender a licença de vôo da Alitalia.

"Se nada de novo aparecer na segunda-feira, em uma semana ou dez dias os aviões podem parar de voar", explicou um porta-voz da Enac.

Trinta vôos foram cancelados nesta sexta-feira por "motivos técnicos", indicou a Alitalia, que não está em condições de garantir a normalidade de suas operações. Vários passageiros preferiram viajar de trem, o que levou a um aumento do número de partidas ferroviárias entre Roma e Milão.

A Alitalia chegou à beira da quebra devido à falta de acordo entre os sindicatos e o consórcio de 18 empresários italianos (CAI) interessado em adquiri-la, que por fim retirou a oferta.

O governo conservador de Silvio Berlusconi está fazendo o que pode para tentar retomar as negociações com o CAI.

A bancarrota da Alitalia representa um grande prejuízo de imagem para Berlusconi, sobretudo porque durante a campanha eleitoral das últimas eleições legislativas, que o levaram ao poder pela terceira vez, prometeu que encontraria uma solução "italiana" para o futuro da empresa, que emprega cerca de 20.000 pessoas.

"Ainda há contato entre as partes, mas a situação é dramática", declarou o ministro italiano dos Transportes, Altero Matteoli. "Se a CAI confirmar a retirada (das negociações) não restará outra saída senão decretar concordata", disse por sua vez o ministro do Trabalho, Maurizio Sacconi.

O governo, que desde agosto administra diretamente a Alitalia, conta apenas com o final de semana para encontrar uma solução milagrosa para as dificuldades da empresa. "Vamos fazer todo o possível para que a Alitalia sobreviva", afirmou Augusto Fantozzi, comissário extraordinário da Alitalia.

A companhia aérea não pode mais obter fundos do Estado italiano e tem poquíssimo dinheiro em caixa para se manter em atividade.

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