Índice de Preços ao Consumidor Semanal interrompe 11 semanas de queda e registra alta de 0,17%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) interrompeu 11 semanas de queda e registrou aumento no início de setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O índice subiu 0,17%, depois da baixa de 0,08% registrada no mês de agosto. A principal contribuição para o aumento do indicador veio do grupo alimentação, com alta de 0,21% após queda de 0,64%.

Entre os alimentos, foram registradas quedas de preços mais fracas ou aceleração de preços em produtos importantes, como hortaliças e legumes (de -6,76% para -2,86%), frutas (de -2,46% para -0,51%) e carnes bovinas (de 2,42% para 3,34%).

De acordo com a FGV, das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, quatro apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, da quarta quadrissemana de agosto para a primeira prévia de setembro.

As classes de despesa que apresentarem inflação mais intensa, fim de queda de preços ou deflação mais fraca foram vestuário (de -0,40% para -0,24%), educação, leitura e recreação (de -0,07% para 0,05%), despesas diversas (de 0,09% para 0,15%), além de alimentação (de -0,64% para 0,21%).

Habitação desacelera

Duas classes de despesa apresentaram desaceleração de preços no mesmo período. É o caso de habitação (de 0,26% para 0,23%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,25% para 0,22%).

Já o grupo transportes manteve a mesma taxa de elevação de preços no período, de 0,15%. Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, as mais expressivas altas até a quadrissemana encerrada em 7 de setembro foram apuradas em tomate (9,65%), banana prata (10,58%) e alho (5,13%).

Já as maiores quedas ocorreram em batata-inglesa (recuo de 19,52%), cebola (baixa de 32,26%) e mamão papaia (queda de 15,66%).

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