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Alimentos puxam desaceleração da inflação para baixa renda, diz FGV

RIO - Os preços dos alimentos deram a maior contribuição para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que engloba famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-C1 foi de 0,38% em novembro, contra 0,66% em outubro, enquanto o grupo alimentação passou de 1,01% para 0,60% no mesmo período.

Valor Online |

O arrefecimento no comportamento dos preços dos alimentos foi puxado pelo arroz, pelo feijão e pelas carnes bovinas. O arroz caiu 0,60% no mês passado, depois de subir 2,23% em outubro, enquanto o feijão recuou 12,51% em novembro depois de avançar 2,81% no mês anterior. Já a carne bovina subiu 1,83% no mês passado, resultado abaixo da alta de 4,10% em outubro.

"Arroz, feijão e carne são um trio de extremo peso na inflação do grupo com rendas mais modestas, e o comportamento desses produtos ajuda a explicar a desaceleração do IPC-C1", destacou André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. "O movimento de desaceleração tem fôlego para continuar no mês de dezembro", acrescentou.

Arroz e feijão, que registraram deflação em novembro, têm peso de 7,11% no IPC-C1 e de 17% no grupo Alimentação, que por sua vez representa 40% do IPC-C1, enquanto no IPC geral tem peso de apenas 28%.

O comportamento dos preços em novembro não foi suficiente para reverter a tendência de aceleração do IPC-C1 ao longo de 2008. No acumulado em 12 meses. a alta chega a 8,04% e sugere o fechamento do ano com a maior taxa anual desde o início da série histórica, em 2004. O recorde de alta até o momento é o resultado de 5,87% observado no ano passado.

Embora tenha sido a maior contribuição para a desaceleração do índice em novembro, o grupo Alimentação vem puxando a alta ao longo do ano. Nos 12 meses encerrados em novembro, o grupo avançou 14,30%, enquanto a alta acumulada desde janeiro é de 11,53%. No ano passado inteiro, o avanço dos alimentos foi de 11,31% e Braz não acredita que o resultado de dezembro - por maior que seja a tendência de desaceleração dos alimentos - será suficiente para que o resultado fique abaixo do patamar de 2007.

"O resultado dos alimentos em dezembro do ano passado foi de 2,49% e acho provável que fique abaixo disso em dezembro deste ano. Mas a desaceleração não deverá ser grande o bastante para que o grupo cresça menos em 2008 do que em 2007", frisou Braz.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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