Pressionado sobretudo pelos aumentos nos preços dos alimentos, o Índice do Custo de Vida (ICV) para o município de São Paulo subiu 0,59% em fevereiro, apurou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese). Apesar de ainda mostrar reajustes para cima, o ICV de fevereiro já se situou em um patamar bem abaixo da variação de 1,72% registrada em janeiro. O grupo alimentação fechou o mês passado com uma alta de 1,19% e contribuiu com 0,33 ponto porcentual para a inflação de fevereiro.

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Segundo a coordenadora do ICV-Dieese, Cornélia Nogueira Porto, a alta dos alimentos resultou de taxas distintas entre seus subgrupos, com destaque para os produtos in natura e semielaborados, com alta de 1,91%, alimentos industrializados, com reajustes de 0,82%, e alimentação fora do domicílio, com majoração de 0,28%.

As maiores altas foram hortaliças (13,96%), como consequência das fortes chuvas no mês passado. Os preços dos legumes foram aumentados em 8,25%, com o preço do chuchu tendo sido reajustado em 32,15%. O tomate ficou 13,50% mais caro e o pimentão teve seu preço aumentado em 10,44%.

Os preços das frutas foram reajustados em 6,19%, com elevação da laranja (10,12%). Mas neste segmento foram constatadas quedas nos preços da pera (11,69%), maçã (7,38%) e limão (5,22%). No caso dos grãos, o saldo entre um aumento de 4,28% e a queda de 2,07% no preço do feijão foi um aumento de 2,68%. As raízes e tubérculos, com queda de 0,96%, em média, no mês passado, refletem as retrações nos preços da cebola (5,37%), mandioca (4,23%) e batata (1,08%). O subgrupo da indústria da alimentação subiu 0,82%, com destaque para açúcar (10,44%) e leite longa vida (5,54%). Neste segmento foram registradas quedas nos preços dos óleos (2,58%).

Habitação

A segunda maior pressão sobre o ICV-Dieese de fevereiro, em termos de grupos, veio da habitação, com elevação de 0,87%. A contribuição deste grupo para a inflação foi de 0,20 ponto porcentual. Individualmente, a maior alta foi a de 1,24% para locação, impostos e condomínio. O condomínio subiu 4,33%, operação do domicílio (0,87%), devido a reajuste dos salários dos empregados domésticos (4,45%) e a conservação do domicílio (0,17%).

O grupo transportes fechou o mês passado com alta de 0,41%, taxa abaixo da inflação para o mês, mas contribuiu com 0,07 ponto porcentual para a composição do ICV. Foram registradas altas de 0,28% nos transportes coletivos e elevação de 0,47% no subgrupo transporte individual, resultado dos reajustes de 1,27% nos preços dos combustíveis.

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