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Alimentos e energia continuam caros até 2015 (Cepal)

Os preços dos alimentos e da energia continuarão subindo, até 2015, quando a tendência de alta deve ser contida, de acordo com estimativas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), que iniciou um seminário regional sobre o tema, nesta quinta-feira.

AFP |

Nos próximos sete anos, o preço dos combustíveis e alimentos, como arroz, trigo e milho, continuará subindo, embora a taxas menores do que tem acontecido nos últimos meses, até se estabilizar em 2015, afirmam os especialistas reunidos pela Cepal.

Os preços dos alimentos seguirão pressionados, basicamente, por seu uso na produção de biocombustíveis para fazer frente à alta do preço do petróleo, disse à AFP o coordenador do Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares, Máximo Torero.

"O modelo que simula a tendência em longo prazo inclui o consumo de biocombustíveis (...), motivo pelo qual os preços (dos alimentos) se manterão altos, mas sem considerar o pico dos últimos meses", explicou.

"Com o desenvolvimento dos biocombustíveis no mundo e, mais regionalmente, no Brasil, vai-se manter a tendência de alta dos custos, que são transferidos, infelizmente, para todo o espectro social", acrescentou Torero.

Em 2015, segundo ele, a pressão sobre os preços deverá diminuir, em conseqüência da aplicação de uma série de medidas para regular a oferta e controlar a especulação - outro fator que influenciou a alta dos preços dos alimentos.

Nesse ano, o preço do trigo deverá se estabilizar perto dos 180 dólares por tonelada (contra os atuais 160 dólares), enquanto que o arroz poderá atingir um teto de 280 dólares (hoje, são 250 dólares). Em relação ao petróleo, a expectativa é de 120 dólares por barril. Nesta quinta, o cru fechou a 107 dólares, em Nova York.

O preço dos alimentos subiu 16% na região, em média, nos últimos 12 meses, chegando a até 30% em alguns lugares, de acordo com os últimos números da Cepal.

A alta dos preços prejudicará o desempenho das economias latino-americanas, sobretudo, a partir do final de 2008 e durante 2009, quando se espera que a região cresça abaixo de 4%, seu menor valor nos últimos seis anos, completou a Comissão, que prevê crescimento de 4,7% para 2008.

lto/tt

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