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Alimentos ajudam e IPCA desacelera a 0,53% em julho

Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A forte desaceleração dos preços dos alimentos garantiu uma alta mais moderada do principal indicador de inflação ao consumidor do país em julho. O dado, divulgado nesta sexta-feira, indica um cenário mais benigno para os preços no segundo semestre.

Reuters |

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a política de metas de inflação do governo, teve alta de 0,53 por cento em julho, abaixo do avanço de 0,74 por cento de junho e em linha com as estimativas de analistas --que esperavam variação de 0,55 por cento, conforme pesquisa da Reuters.

A desaceleração do IPCA reflete, em boa medida, o comportamento dos preços dos alimentos, que subiram 1,05 por cento no mês passado, metade da taxa de junho.

'Há indícios de que a desaceleração é decorrente de medidas que foram tomadas, como a retirada do imposto do trigo... o anúncio de uma safra agrícola muito grande também influi e o próprio plano agrícola que foi desenvolvido pode ter algum efeito', explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os preços da farinha de trigo registraram queda de 1,75 por cento em julho e o pão francês caiu 0,11 por cento.

Apesar da desaceleração em julho, o IPCA ainda acumula alta de 4,19 por cento no ano. No mesmo período de 2007, o indicador acumulava avanço de 2,32 por cento.

Nos últimos 12 meses, o IPCA subiu 6,37 por cento, muito próximo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. A meta central é de 4,5 por cento, com margem de variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou em abril um ciclo de aperto monetário para tentar colocar a inflação de volta na trajetória das metas já em 2009. A Selic subiu de abril a julho 1,75 ponto percentual, para 13,0 por cento ao ano.

Analistas consultados pelo próprio Banco Central acreditam que o IPCA vai fechar o ano com variação acima do teto da meta.

Eulina afirmou ser cedo para perceber uma tendência de queda no índice, que ainda se mantém em patamar alto em relação ao ano passado.

Em agosto, segundo a economista, deverão pesar no índice o ajuste das taxas de água e esgoto, da ordem de 12,80 por cento; resíduo do aumento de 3 por cento da telefonia fixa; resíduo do aumento da energia elétrica em São Paulo, de 8,63 por cento a partir de 4 de julho, além do aumento de 1,48 por cento no PIS/Cofins e 7,5 por cento nas taxas dos Correios.

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