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Alimentos ainda sobem em SP, mas ritmo diminui

Os preços dos alimentos em São Paulo continuam subindo, mas o ritmo dos reajustes já começa a diminuir. Em julho, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) chegou a 0,45% na Capital, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Agência Estado |

Sozinhos, os alimentos ficaram 1,07% mais caros. Em maio e em junho, porém, eles haviam subido ainda mais: 3,17% e 2,87%.

"O ritmo de aumento dos alimentos está diminuindo, mas ainda é positivo e alto", afirma o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune. Segundo ele, itens como carnes bovinas e cereais continuam pressionando o indicador.

As carnes subiram 9,79% em junho e 2,80% julho, enquanto os cereais tiveram altas de 11,50% e 0,69% nesses meses. "Aparentemente, os cereais já desaceleraram, mas as carnes ainda estão subindo", diz Comune.

Desde fevereiro, quando os preços caíram 0,15%, o índice da Fipe vem registrando variações positivas no caso dos alimentos. Como pesam mais na composição do IPC, esses produtos pressionam a inflação geral. Em julho, por exemplo, os alimentos foram responsáveis por mais da metade (54,05%) da variação do IPC.

O economista Cláudio Felisoni, da Fundação Instituto de Administração, lembra que os reajustes dos alimentos são menores, mas os preços seguem crescendo. "É importante olhar o cenário. Os preços das commodities (produtos em estado bruto) no mercado internacional continuam altos. E há uma expansão vertiginosa do consumo no mundo inteiro."

Produtos como o petróleo, o trigo e o arroz, com preços em alta no mercado internacional, fizeram com que o brasileiro gastasse mais. O ritmo de alta diminui, mas o patamar permanece elevado. "É importante lembrar o quanto os preços dos alimentos cresceram nos últimos meses", afirma Felisoni.

Segundo informou a Fipe, a forte demanda por alimentos fará o IPC fechar 2008 próximo de 6,5%. Na prática, a redução do ritmo de aumentos é uma boa notícia, mas está longe de aliviar o bolso do consumidor.

Quem sente na pele

O aposentado Samuel Silva, de 66 anos, gasta cerca de R$ 800 por mês na compra de alimentos. Sua renda familiar gira em torno de R$ 2 mil. "Só consigo gastar menos quando encontro promoções ou troco a marca de algum produto por outra mais em conta", afirma.

A desaceleração de preços também não é percebida pela dona de casa Carmen dos Santos, de 35 anos. "Muito pelo contrário. Gasto cerca de R$ 200 todo mês com a compra de alimentos no supermercado", diz Carmen. Para driblar a alta, ela costuma ir a vários supermercados, em busca do melhor preço. As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso

*C/ Marcos Burghi

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