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Aliados discutem medidas anticrise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para hoje, no Palácio do Planalto, reunião dos líderes e dirigentes dos 14 partidos que o apóiam. Lula quer o engajamento de toda sua base no Congresso na aprovação de projetos que, segundo ele, podem ajudar o País a se resguardar da crise econômica mundial, que começou nos Estados Unidos, já chegou à Europa e pode alastrar-se por outras regiões.

Agência Estado |

Duas dessas propostas, disse o presidente ontem, logo depois de votar, em São Bernardo do Campo, são a aprovação, até o fim do ano, da reforma tributária e da política para o salário mínimo. Essa política do mínimo à qual Lula se referiu tem problemas que precisam ser resolvidos rapidamente.

Prevê o reajuste do mínimo pela inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Já foi aprovada pela Câmara. Mas, no Senado, o senador petista Paulo Paim (RS) apresentou e aprovou uma emenda que passa a dar também às aposentadorias o reajuste pela inflação e pela expansão do PIB. Isso pode quebrar o País. Como foi modificado, o projeto terá de voltar à Câmara.

A aprovação pelos senadores deu-se na véspera das eleições. Ninguém queria arrumar confusão com aposentados justo num momento em que o voto deles era muito importante. Passada a eleição, a base aliada terá de fazer um acordo para devolver, na Câmara, a forma original ao projeto.

"Temos ainda algumas coisas que o Brasil não pode deixar de dar conhecimento (ao Congresso)", disse Lula. "Nós queremos que esse tema da crise americana seja levado para o Congresso Nacional para as pessoas perceberem que, embora o Brasil não corra nenhum risco, nós não podemos vacilar", continuou Lula. "A crise americana já consumiu US$ 850 bilhões do povo americano para tapar o buraco dos banqueiros que faziam agiotagem com o dinheiro público".

Lula previu, ainda, que no Brasil a crise chegará como "uma onda". Acha que não causará danos porque é de crédito e o Brasil tem reservas altas.

Lula disse que não haverá nenhum corte de dinheiro para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em conseqüência da crise. "Vamos manter os investimentos na infra-estrutura, com nosso programa de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, refinarias, habitação, urbanização de favelas e saneamento", afirmou.

Ele acrescentou que não haverá mudança de planos nem para o trem-bala entre São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. "Até o trem-bala vai ser licitado em março, para mostrar que nós sabemos lidar com a crise", disse. "Nós nos precavemos, fizemos a lição de casa que era preciso fazer. E agora temos reservas para enfrentar estas e outras crises." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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