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Alho chinês entra no País sem pagar tarifa antidumping, diz Barral

Brasília, 29 - Quatorze anos após ter sido adotada, a política antidumping para o alho da China não impede que lotes importados do país asiático cheguem ao Brasil sem o pagamento da tarifa, que atualmente é de US$ 0,52 por quilo. Em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara para discutir a situação da cadeia produtiva de alho no Brasil, o secretário do comércio exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, informou que mais da metade do alho que será importado da China neste ano não pagará a alíquota.

Agência Estado |

Números apresentados por ele mostram que, no ano passado, 31 mil toneladas de alho chegaram ao mercado brasileiro sem a cobrança do valor.

A crescente exportação para o Brasil fará a China alcançar o posto de principal vendedor de alho para o mercado nacional, ultrapassando a Argentina, tradicional fornecedora. Na audiência, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Rafael Jorge Corsino, lembrou que não há como competir com o alho chinês.

"O produtor brasileiro não tem condição de competir com o governo chinês, que subsidia a produção para evitar o êxodo rural", disse. A tarifa antidumping foi fixada pelo Brasil em 1994, após um pedido de investigação de uma associação goiana de produtores, que reclamava de concorrência desleal.

Desde então, ela vem sendo elevada, o que não impede o fluxo de comércio livre da tarifa. Corsino explicou que as liminares concedidas por juízes permitem a importação sem a cobrança da alíquota. Barral lembrou que esse comércio impede a recuperação da indústria nacional, um dos objetivos da política de antidumping.

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