O presidente em exercício, José Alencar, disse que "não há nenhum problema" com o soluço da inflação acumulada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro trimestre de 2010, que ficou em 2,06%, a maior já registrada no período desde 2003. Para ele, a inflação detectada tem "origem inercial" e se deveu a "questões climáticas".

O presidente em exercício, José Alencar, disse que "não há nenhum problema" com o soluço da inflação acumulada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro trimestre de 2010, que ficou em 2,06%, a maior já registrada no período desde 2003. Para ele, a inflação detectada tem "origem inercial" e se deveu a "questões climáticas".<p><p>Alencar não quis responder, no entanto, se esse resultado da inflação poderia justificar um aumento nas taxas de juros pelo Banco Central, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). "Não entro em questão de Copom. Não sou técnico", disse Alencar, evitando opinar sobre o que o BC deveria fazer.<p><p>Alencar classificou ainda como "criminosas" as taxas de juros cobradas por algumas lojas e financeiras para pessoas físicas que vão comprar utensílios financiados. "Oito por cento ao mês, como vemos em alguns financiamentos, dá 150% ao ano. Isso é criminoso", disse ele, ao comentar as taxas praticadas no varejo.<p><p>Mais uma vez, Alencar voltou a classificar as atuais taxas de juros Selic do Brasil como "muito altas", apesar de elas já terem caído da casa dos 25% para a dos 8%. "Taxa de juros é instrumento de combate à inflação porque inibe o consumo e o investimento. Isso é universal", disse Alencar. "Só que tem de haver diagnóstico correto porque, se tiver diagnóstico errado, o remédio pode matar o paciente."<p><p>Ele advertiu também que "a inflação no Brasil não pode ser combatida só com taxas de juros". As declarações de Alencar foram dadas em conversa com jornalistas, em seu gabinete, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo.
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