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A Alemanha, maior economia da União Europeia (UE), não irá se recuperar da recessão econômica no curto prazo e o desemprego deve aumentar no país, de acordo com avaliação do Ministério de Finanças do país, publicada em seu relatório mensal. Para o ministério, a retração será combinada com um significativo recuo nos investimentos, algo que tem sido indicado pela queda nos índices de confiança, especialmente entre os fabricantes de bens de capital (máquinas e equipamentos).

A diminuição significativa nas encomendas domésticas à indústria em dezembro, ante novembro, indicaram que os efeitos da desaceleração econômica mundial também alcançaram as companhias cujo mercado principal é o interno. Após três trimestres consecutivos de retração no Produto Interno Bruto (PIB), a economia da Alemanha está tecnicamente em recessão. O escritório de estatísticas do governo estimou queda de 1,5% a 2% no último trimestre de 2008, após contração de 0,5% no terceiro trimestre. Já no segundo trimestre a economia tinha recuado 0,4%.

O mercado de trabalho, que tinha se recuperado bem nos últimos anos, já sentiu os efeitos e a taxa de desemprego subiu para 7,8% em janeiro, de 7,7% em dezembro. "Nos próximos meses o mercado de trabalho pode se deteriorar ainda mais", diz o relatório do ministério.

Apesar do enfraquecimento da economia, o governo descarta deflação. "Tendências deflacionárias não devem ser temidas. Uma desaceleração no núcleo da inflação não deve ocorrer, principalmente porque deve haver aumentos salariais neste ano e no próximo", avaliou. Ainda se beneficiando do outrora forte mercado de trabalho, o recolhimento de impostos cresceu 0,4% em dezembro, para 69,157 bilhões de euros, ante o mesmo período em 2007. Em novembro, o aumento tinha sido de 6,1%. As informações são da Dow Jones.