Berlim - O ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, pediu hoje que os mercados financeiros internacionais não entrem em pânico nem dramatizem a situação da economia mundial por causa da crise bancária nos Estados Unidos.

Apesar de se tratar da maior crise financeira internacional em décadas, Steinbrück afirmou que a Europa não pode produzir o temido efeito dominó nem possibilitar um "fechamento em cadeia" de institutos bancários.

Pouco antes do começo da primeira leitura dos orçamentos alemães para 2009 no Bundestag, Steinbrück reconheceu, no entanto, que a esperada diminuição do crescimento econômico não permitirá a redução de impostos.

Em entrevista à emissora pública de rádio "RBB", o ministro alemão se mostrou disposto a reduzir as contribuições ao seguro desemprego dos 3,3% atuais para um máximo de 3%.

"Um corte maior seria irresponsabilidade", disse o ministro, já que poderia dar lugar à necessidade de injetar de novo bilhões de euros na Agência Federal de Emprego.

O político social-democrata lembrou ainda que, diante da crise financeira mundial, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano), o Banco Central Europeu e os bancos privados internacionais trabalham estreitamente para assegurar a liquidez dos mercados.

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