COLOMBEY-LES-DEUX-EGLISES, França (Reuters) - A Alemanha pode injetar capital em seus bancos como resposta à crise financeira, mas não planeja assumir uma fatia permanente das instituições, disse a chanceler Angela Merkel no sábado após encontro com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Trata-se de abastecer os bancos com capital suficiente. Eu não descarto que haverá injeções de capital, disse ela em uma coletiva de imprensa conjunta com Sarkozi.

Merkel destacou, no entanto, que o Estado não tem a intenção de intervir nos bancos em uma base permanente.

Sarkozy e Merkel encontraram-se neste sábado no vilarejo natal do ex-presidente Chales de Gaulle, no leste da França, um dia antes do encontro de emergência de líderes de países da zona do euro para debater a crise financeira.

O presidente francês afirmou no encontro que se encontrará com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, no domingo, pouco antes da reunião com os demais líderes. Participarão desse encontro o presidente do banco central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso.

"Há nessa iniciativa a vontade de maximizar as chances de coordenação, ainda que todos tenham notado que Gordon Brown, os ingleses, não são parte da zona do euro", afirmou Sarkozy.

(Reportagem de François Murphy)

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