A chanceler alemã, Angela Merkel, acusada de falta de determinação diante da recessão que atinge uma Alemanha em pré-campanha eleitoral, reuniu, por mais de seis horas neste domingo, especialistas, empresários e políticos para estudar novas medidas contra a crise.

"Não se decidiu nenhuma medida concreta", destacou o ministro da Economia, Michael Glos, ao final da reunião, lembrando que seu objetivo foi refletir sobre as medidas possíveis.

O governo decidirá "no final de janeiro o que deve fazer", completou.

Já o ministro das Finanças, Peer Steinbruck, afirmou que serão tomadas todas as medidas possíveis para evitar as demissões nas empresas.

O vice-chanceler e ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, que será o rival socialdemocrata da chanceler conservadora nas eleições de setembro de 2009, também participou da reunião.

Já Merkel não falou com a imprensa ao final do encontro.

Segundo a revista "Der Spiegel", o governo alemão - uma grande coalizão entre conservadores (CDU) e socialdemocratas (SPD) - prevê uma diminuição de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda que, oficialmente, Berlim tenha admitido apenas um recuo de 1%.

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