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Alemanha garante depósitos e resgata banco hipotecário

Um dia depois da cúpula promovida pelo presidente francês Nicolas Sarkozy para mostrar a união da Europa e apelar por uma conferência mundial sobre a crise financeira, o continente anunciou medidas para sanear o sistema bancário, que, a exemplo do americano, enfrenta graves problemas. O governo alemão informou que vai garantir os depósitos em poupança de todos os cidadãos.

Agência Estado |

O ministro das Finanças, Peter Steinbrueck, assegurou que os contribuintes "não precisam se preocupar porque nenhum euro de seus depósitos" será consumido pela crise.

Além disso, o governo acertou com bancos privados uma ajuda de 50 bilhões para evitar a quebra do Hypo Real Estate (HRE). Segundo o ministério, os bancos se comprometeram a conceder um crédito adicional de 15 bilhões à instituição hipotecária, que se soma aos 35 bilhões fornecidos pelo Estado e bancos na semana passada.

As instituições envolvidas no plano exigem a renúncia do executivo-chefe do Hypo, Georg Funke, e do presidente do conselho de supervisão, Kurt Viermetz. O pedido seria uma condição para a nova assistência financeira, segundo uma fonte familiarizada com as negociações revelou à agência Dow Jones.

A operação para salvar o Hypo fortalece a postura da chanceler Angela Merkel. No encontro de sábado, o governo de Berlim foi um dos que se mostraram contrários à idéia de um fundo europeu de socorro aos bancos, ao estilo americano, proposto pela França. Na cúpula em Paris, Merkel adotou uma posição favorável a que se tratasse cada caso de forma isolada e não houvesse um fundo emergencial.

O objetivo de Merkel foi o de evitar uma corrida aos bancos hoje e tentar estabilizar os mercados financeiros. De acordo com o porta-voz do Ministério da Fazenda, Torsten Albig, a decisão de garantir os depósitos representa uma nova direção na tentativa de estabilizar a economia.

Merkel emitiu comunicado alertando que nenhum cidadão deve temer por suas economias."Não vamos permitir que problemas em uma instituição financeira representem um problema para todo o sistema", afirmou a chanceler. O acordo para resgatar o Hypo chegou a ser dado como fracassado durante grande parte do fim de semana.

Em um domingo agitado, Islândia, Itália e Bélgica mantiveram reuniões de emergência para avaliar a hipótese de salvar seus bancos problemáticos.

Na Itália, o banco de investimentos Merrill Lynch (que nos EUA foi comprado pelo Bank of America) e a Mediobanca negociaram um pacote de 2,5 bilhões para fortalecer o segundo maior banco italiano, o UniCredit.

Na Islândia, a crise também continua e o governo teve reuniões no fim de semana para estabelecer um plano para salvar seus bancos.

Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertava que vai cortar "drasticamente" as previsões de crescimento da economia mundial em 2008 e 2009. França e Irlanda já estão em recessão e o temor é de que outros países sigam o mesmo caminho. Para o governo francês, está na hora de o Banco Central Europeu (BCE) relaxar a taxa básica de juros, atualmente em 4,25% ao ano, para dar um novo impulso à economia da região. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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