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Alemanha entra em recessão técnica devido à crise financeira

Berlim, 13 nov (EFE).- A Alemanha entrou em recessão técnica devido à crise financeira internacional e à forte freada conjuntural mundial após registrar números negativos em seu crescimento econômico durante os dois últimos trimestres.

EFE |

O Escritório Federal de Estatística, com sede em Wiesbaden, anunciou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha registrou, no terceiro trimestre do ano, um retrocesso de 0,5%, depois de sofrer outra diminuição, de 0,4%, no segundo trimestre.

O anúncio aconteceu pouco antes de a chanceler alemã, Angela Merkel, viajar a Washington para participar da cúpula do G20 - formado por países desenvolvidos e emergentes -, na qual os líderes das principais economias mundiais buscarão soluções para a crise financeira e conjuntural do planeta.

O Escritório Federal de Estatística lembrou que a Alemanha não sofria uma recessão desde o primeiro semestre de 2003 e atribuiu o retrocesso no trimestre à força registrada pelo euro e aos elevados preços do petróleo em julho, agosto e setembro.

Estes dois fatores fizeram as exportações, motor principal da economia alemã, sofrerem uma diminuição como conseqüência do esfriamento conjuntural no mundo, sem que os impulsos positivos do consumo interno público e privado pudessem compensá-la.

Após dois anos de crescimento contínuo em 2006 e 2007 com números superiores a 2%, a economia alemã estava ameaçada de recessão há meses.

Apesar de tudo, os números globais para 2008 continuam sendo positivos, e o conselho de analistas governamentais que formam os chamados "cinco sábios" ressaltou, ao apresentar ontem seu último relatório, que a economia alemã crescerá 1,7%.

O próprio Escritório Federal de Estatística calculou que, apesar dos dados negativos do segundo e terceiro trimestres, a economia alemã acumula este ano um crescimento do PIB de 1,8% e fechará seu balanço anual em positivo.

No entanto, os prestigiosos professores de economia da Alemanha que representam os "cinco sábios" são pessimistas para 2009, ano para o qual previram uma estagnação absoluta da economia alemã.

Mais negativas são as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que em seu mais recente relatório prevê para a Alemanha um retrocesso de 0,8% do PIB no próximo ano, enquanto o Governo de Merkel ainda conta com um pequeno crescimento de 0,2%.

Para fazer frente ao panorama negro, o Governo aprovou um pacote de medidas, a fim de impulsionar a economia do país, que poderá alcançar 50 bilhões de euros, iniciativa sancionada hoje pelos grupos parlamentares dos dois partidos que formam a grande coalizão.

Esse programa, que consiste em fomentar os investimentos públicos e privados e alguns incentivos fiscais, é dotado de 32 bilhões de euros, incluindo os 20 bilhões que formam o plano aprovado em outubro que reduz as cotações ao seguro desemprego e aumenta as ajudas familiares.

O Governo espera que o pacote de medidas mobilize investimentos de até 50 bilhões de euros, entre programas estatais e atividades da empresa privada, para ajudar a superar a atual recessão.

No entanto, este último termo é objeto de discussão, já que para uma escola econômica ele é produzido quando uma economia não cresce dois trimestres seguidos, e para outra, quando o rendimento econômico de todo um ano é inferior ao do anterior.

No caso da Alemanha e apesar do aspecto negativo dos números anunciados hoje em Wiesbaden, o PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre de 2008 em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. EFE jcb/fh/jp

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