A Alemanha e a Holanda anunciaram nesta terça-feira previsões de forte recuo no Produto Interno Bruto (PIB). NO caso da Alemanha, há expectativa de queda de 2,2% no crescimento do primeiro trimestre deste ano. Já a Holanda prevê que o PIB recuará 3,5% ao final do ano.

O Instituto Alemão para a Pesquisa Econômica (DIW, em alemão) anunciou nesta terça-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha sofrerá um retrocesso de 2,2% no primeiro trimestre deste ano, segundo suas previsões.

O DIW destacou que, após cair 2,1% no último trimestre de 2008, a nova queda do PIB alemão significa retroceder aos níveis de três anos atrás.

"Os frutos do último relançamento econômico foram consumidos", ressalta o instituto em seu relatório, no qual comenta que, apesar de tudo, as empresas estão reticentes em reduzir seu quadro de funcionários, por medo de perder mão-de-obra qualificada.

O setor mais castigado pela crise é o produtivo, com uma contração de 8,5% no trimestre atual, frente a um retrocesso de 6,8% no último trimestre de 2008.

O setor da construção, com uma queda de 3% no primeiro trimestre de 2009, também foi afetado pela crise, enquanto o DIW conta com uma estagnação no comércio, nos serviços e nos transportes públicos.

Holanda

A Holanda enfrenta uma "recessão profunda", afirma um organismo consultivo do governo holandês, que confirmou as previsões de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrará contração de 3,5% em 2009 e de 0,25% em 2010.

"A Holanda se encontra em uma recessão profunda", destaca o Escritório Central de Planejamento (CPB) em um comunicado que ressalta que "esta é a contração mais forte da economia desde 1931, com exceção dos anos de guerra" (1940-1945).

(Com informações da EFE e AFP)

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