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Alemanha aprova pacote para evitar recessão

O governo da chanceler alemã Angela Merkel aprovou um pacote de US$ 65 bilhões para tentar evitar uma recessão prolongada na maior economia da Europa. Berlim adotou ontem medidas de investimentos e admitiu que o impacto positivo somente será sentido em 2010.

Agência Estado |

Enquanto isso, a União Européia revelou números de queda no consumo dos europeus em setembro.

O programa inclui incentivos fiscais para a compra de carros e até a construção de edifícios. Só essa parte do pacote custará 23 bilhões até 2012. No início da semana, a Comissão Européia anunciou que a economia alemã se estagnaria em 2009. "Teremos dificuldades em 2009", afirmou Merkel. "Queremos fazer algo para lidar com isso com incentivos para o investimento", disse. Para ela, o pacote ajudará a retomar o crescimento da economia alemã a partir de 2010.

O programa prevê recursos para pequenas e médias empresas. "Queremos estimular o poder da economia para resistir ao impacto da crise", disse o ministro da Economia, Michael Glos.

Entre as outras medidas está o aumento de incentivos fiscais para construções, recursos para investimentos em infra-estrutura e mais gastos em obras de grande porte.

Em setembro, a Alemanha anunciou um pacote de 500 bilhões para salvar seus bancos.

Agora, o novo pacote para a economia real representa 2% do PIB do país e é bem menor que os US$ 168 bilhões propostos pela Casa Branca para reativar a economia.

Apesar de ser menor, o governo já admite que o pacote afetará o equilíbrio fiscal da Alemanha.

Merkel terá de passar por um período eleitoral em 2009 e sabe que uma crise pode tirá-la do poder. Ontem, a UE voltou a apresentar mais uma constatação da situação cada vez pior da economia regional. Os dados de vendas ao consumidor mostraram uma queda. As vendas caíram em 1,6% em setembro em relação a agosto, considerado já como um mês fraco por ser férias de verão na Europa.

A Comissão Européia ainda anunciou nesta semana que a economia do bloco sofrerá uma contração no terceiro e quatro trimestre do ano. Tecnicamente, isso coloca a Europa em uma recessão.

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