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Alemanha aprova pacote de estímulo econômico para enfrentar a crise

O gabinete da chanceler alemã Angela Merkel aprovou nesta quarta-feira um pacote de estímulo de 23 bilhões de euros destinado a ajudar a maior economia européia e o maior exportador mundial a evitar os piores efeitos de uma forte desaceleração econômica.

AFP |

A previsão é que a Alemanha, que representa um terço da atividade econômica da Eurozona, atravessará uma forte desaceleração e já poderá entrar em recessão técnica se, como está previsto, o Produto Interno Bruto (PIB) registrar uma queda pelo segundo trimestre consecutivo no período que vai de julho a setembro.

Na segunda-feira, o índice IFO indicou que a confiança das empresas alemãs caiu em outubro em seu menor nível em mais de cinco anos, e o governo revisou para baixo a sua previsão de crescimento para 2009 a apenas 0,2%, a menor taxa de crescimento da Alemanha desde a recessão de 2003.

Merkel destacou que as medidas a serem adotadas para enfrentar a crise serão "específicas". Berlim critica fortemente as propostas do presidente francês Nicolas Sarkozy, que ocupa atualmente a Presidência da União Européia (UE) por promoverem a realização de intervenções estatais maciças em nível europeu.

O pacote, que segundo o Ministério das Finanças alemão custará 23 bilhões de euros (30 bilhões de dólares), é relativamente pequeno, e está centrado em cortes de impostos, empréstimos para empresas garantidos pelo Estado e projetos de infra-estrutura para estimular a atividade econômica antes da esperada recuperação de 2010.

Berlim também quer combinar as medidas com progressos para reduzir as emissões de gases causadores de efeito estufa por meio da contratação de empresas mais eficientes do ponto de vista energético para a construção de edifícios públicos como escolas e hospitais, e mediante incentivos fiscais para os carros com menores emissões.

Essa iniciativa também tem por objetivo ajudar os fabricantes de carros alemães como BMW, Volkswagen e Daimler, que foram duramente atingidos pela crise.

Berlim já aprovou um pacote de resgate bancário de 480 bilhões de euros (605 bilhões de dólares), incluindo 80 bilhões de euros em capital fresco para bancos em problemas.

Uma vítima dos esforços do governo para enfrentar a crise -junto a uma queda esperada das receitas fiscais devido à desaceleração- foi o objetivo de Merkel de obter um orçamento federal equilibrado para 2011.

Na terça-feira Merkel indicou que a nova meta será obter esse equilíbrio orçamentário no próximo período legislativo, que termina em 2013.

Alguns especialistas consideram que as medidas não chegarão longe o suficiente, e o público também é cético: uma pesquisa do jornal Emnid en Bild am Sonntag indicou que 70% dos alemães sentem que as medidas de Merkel não servirão para nada.

O pacote foi aprovado um dia antes de uma reunião do comitê monetário do Banco Central Europeu (BCE), na qual se espera um corte das taxas de juros da zona euro para estimular a economia.

stu/dm

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