Publicidade
Publicidade - Super banner
Carreiras
enhanced by Google
 

Alemanha apoia pacote, mas rali do mercado perde força

Por Andreas Rinke e Boris Groendahl

BERLIM/VIENA (Reuters) - O gabinete alemão aprovou nesta terça-feira a maior contribuição nacional para o pacote emergencial de 1 trilhão de dólares para estabilizar o euro, enquanto os mercados globais perderam força depois do rali da véspera.

Reuters |

Por Andreas Rinke e Boris Groendahl

BERLIM/VIENA (Reuters) - O gabinete alemão aprovou nesta terça-feira a maior contribuição nacional para o pacote emergencial de 1 trilhão de dólares para estabilizar o euro, enquanto os mercados globais perderam força depois do rali da véspera.

O alívio com o plano da União Europeia para restaurar a confiança dos investidores deu lugar a dúvidas sobre se as economias mais fracas da zona do euro poderão cumprir sua parte no acordo e cortar drasticamente os orçamentos.

O euro, que avançou para perto de 1,31 dólar na segunda-feira, caiu abaixo de 1,27 dólar nesta sessão.

A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de começar a comprar bônus de governos da zona do euro também foi visto como algo que pode comprometer a independência dos bancos centrais.

"A intenção (do pacote) é retomar o controle dos mercados desordenados e eu acho que esse foi um objetivo que foi alcançado", afirmou o membro do conselho do BCE Ewald Nowotny, da Áustria.

Mas ele disse que a principal tarefa de estabilizar o câmbio continua com os países-membros. Seu colega de BCE na Holanda, Nout Wellink, avaliou que os problemas de dívida precisam ser resolvidos porque a rede de proteção tem apenas "uma natureza temporária".

Os mercados de ações e de bônus ficaram cautelosos na Ásia, Europa e Estados Unidos. O índice FTSEurofirst 300 terminou em baixa de 0,4 por cento, após disparar 7 por cento na segunda-feira.

O comissário da UE para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, disse que Portugal e Espanha precisam tomar mais medidas de redução do déficit neste e no próximo ano. Ele também pressionou a Itália, que tem o maior endividamento como proporção do PIB na zona do euro depois da Grécia, e França, com um pesado déficit orçamentário estrutural, a avançarem na melhora das finanças públicas rapidamente.

A chanceler alemã, Angela Merkel, garantiu o apoio do gabinete para a fatia de 123 bilhões de euros de Berlim nas garantias de empréstimos, que pode ser superado em até 20 por cento se o comitê orçamentário do Parlamento aprovar, segundo uma fonte do governo.

(Com reportagem adicional de Rika Otsuka em Tóquio, George Matlock, Jan Harvey, Jo Winterbottom e Neal Armstrong em Londres, Andreas Rinke, Sarah Marsh, Madeline Chambers e Christopher Lawton em Berlim, Mark Felsenthal em Washington)

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG